Keylla Siqueira é professora de Medicina da UnP/Inspirali e também explica algumas estratégias para evitar o problema
“O zumbido, também conhecido como tinnitus, é uma das queixas auditivas mais comuns nos consultórios de otorrinolaringologia e pode afetar pessoas de todas as idades. Embora seja frequentemente associado à perda auditiva, nem sempre o sintoma está relacionado a um problema direto na audição. Ou seja, zumbido pode não ser normal.” O alerta é da médica otorrinolaringologista Keylla Siqueira, mestre em Ciências Fisiológicas e professora de Medicina da Universidade Potiguar (UnP), cujo curso é parte integrante da Inspirali, ecossistema que atua na gestão de 15 escolas médicas em diversas regiões do Brasil. A afirmação vem em consonância com o Novembro Laranja, mês de conscientização sobre saúde auditiva.
Segundo a docente, zumbido é “a percepção de um som sem fonte externa” e, embora na maioria dos casos crônicos ele esteja associado à perda auditiva neurossensorial, também pode ocorrer em pacientes com audiometria normal. A professora destaca, ainda, que diversas condições podem influenciar o surgimento do sintoma: “Alterações cervicais, disfunção temporomandibular, efeitos colaterais de medicamentos ototóxicos, distúrbios metabólicos, especialmente diabetes descompensada, transtornos psicológicos, doenças cardiovasculares e hipertensão arterial sem controle”, acrescenta.
Entre as causas mais frequentes, especialmente em adolescentes e adultos jovens (12 a 35 anos), está a exposição ao ruído. Pressão sonora elevada — como música alta, fones de ouvido, tiro recreativo, fogos de artifício e ambientes ruidosos como festas, shows e academias — aumenta significativamente o risco de zumbido e perda auditiva. Além disso, outros fatores como disfunção temporomandibular, alterações cervicais, medicações ototóxicas e causas vasculares também podem aparecer nessa faixa etária, porém com menor frequência.
O risco de desenvolver zumbido está diretamente relacionado ao volume, à duração e à frequência da exposição sonora. De acordo com a profissional, “os estudos e as recomendações internacionais vêm nos mostrando limites de segurança cada vez menores, não devendo ultrapassar 70 decibéis para manter a segurança da saúde auditiva. Exposições acima desse valor aumentam a chance de surgimento de zumbido e perda auditiva. Acima de 110 decibéis causam desconforto, 120 decibéis podem causar perda auditiva imediata e 130 decibéis é o limiar de dor. Para se ter uma ideia, fones de ouvido podem chegar a 126 decibéis, shows até 112 decibéis, e tiros recreativos até 175 decibéis (a depender da arma). Dessa forma, é possível perceber como expomos diariamente nossa audição a lesões significativas, que podem causar danos irreversíveis, incluindo lesões cocleares e perda auditiva”, detalha.
Sinais de emergência
Nem todo zumbido é benigno. A docente da UnP/Inspirali, Keylla Siqueira, também alerta para sinais de emergência que exigem avaliação imediata por um otorrinolaringologista, como o surgimento súbito do sintoma associado à perda auditiva. Ela explica que essa situação configura uma “emergência otoneurológica”. Zumbidos unilaterais, alterações pulsáteis sincrônicas com os batimentos cardíacos e sintomas neurológicos também merecem investigação urgente.
Outros sinais de alerta incluem tontura intensa, déficit neurológico, dor de cabeça forte, secreção com sangue pelo ouvido e impacto significativo na saúde emocional, como ansiedade incapacitante, insônia ou sintomas depressivos com ideação suicida. Nesses casos, além da audiometria, exames de imagem como tomografia, angiotomografia e ressonância magnética podem ser necessários para identificar a causa.
Sobre o tratamento, ela reforça que a abordagem depende diretamente da origem do zumbido. Causas simples, como acúmulo de cerume, otites, uso de medicações ototóxicas e algumas alterações vasculares, podem ser tratadas e revertidas com facilidade. Já nas causas incuráveis ou de difícil controle, o foco é reduzir o impacto do sintoma na qualidade de vida do paciente, por meio de aconselhamento, terapia cognitivo-comportamental, aparelhos auditivos, manejo de comorbidades e intervenções farmacológicas em casos selecionados.
Para melhorar o dia a dia, a professora orienta estratégias como uso de ruído branco (um som contínuo que mistura várias frequências para ajudar a mascarar outros ruídos incômodos), ventiladores, música suave ou sons da natureza para reduzir a percepção do zumbido, especialmente à noite. “Também é importante a higiene do sono, o controle emocional, a prática de atividade física, o uso de protetores auditivos em ambientes ruidosos e o acompanhamento multidisciplinar envolvendo otorrinolaringologista, fonoaudiólogo, psicólogo e, quando necessário, psiquiatra. E lembrar sempre: proteger nossa audição é o melhor caminho”, pontua a docente do curso de Medicina da UnP/Inspirali, Keylla Siqueira.
Sobre a Universidade Potiguar – UnP
Com 44 anos de inovação e tradição, a UnP é a única universidade privada do Estado do Rio Grande do Norte a integrar o maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima. A universidade possui milhares de alunos entre os campi em Natal, Mossoró e Caicó, oferecendo cursos de graduação, pós-graduação lato sensu, Mestrados e Doutorados. Também contribui para democratização do ensino superior ao disponibilizar uma oferta de cursos digitais com diversos polos dentro e fora do Rio Grande do Norte. Como formadora de profissionais, a instituição tem compromisso com a cidadania, sempre pautada nos valores éticos, sociais, culturais e profissionais. Este propósito direciona o desenvolvimento e a prática de seu projeto institucional e dos projetos pedagógicos dos cursos que oferece para a comunidade. Além disso, os alunos de Medicina da UnP contam com a Inspirali, um dos principais players de educação continuada na área médica. Para mais informações: www.unp.br.
Sobre a Inspirali
Criada em 2019, a Inspirali atua na gestão de escolas médicas do Ecossistema Ânima. É uma das principais empresas de ensino superior de Medicina no Brasil, com mais de 13 mil alunos (graduação, pós-graduação e extensão) e 14 instituições – localizadas em capitais como São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Florianópolis e Natal e em importantes centros de desenvolvimento do país, como Piracicaba (SP), São José dos Campos (SP), Cubatão (SP), Tubarão (SC), Vespasiano (MG) e Jacobina (BA).
As graduações em Medicina seguem modelo acadêmico reconhecido entre os mais inovadores do mundo e pensado para formar profissionais de alta performance com uma visão integral do ser humano. O portfólio da Inspirali contempla também cursos livres e especializações focados na medicina integrativa e aborda temas relevantes no cenário global, a exemplo da pós-graduação em cannabis medicinal, primeiro curso na área certificado pelo Ministério da Educação (MEC). A aprendizagem digital ativa oferece recursos tecnológicos (robôs de alta fidelidade e realidade virtual e aumentada MedRoom) e apoio socioemocional, assim como as atividades práticas e o acompanhamento personalizado.






