No Dia da Coluna, celebrado em 16 de outubro, especialista dá dicas de como prevenir e tratar esta condição cada vez mais comum devido ao uso excessivo do dispositivos eletrônicos como celular e tablets
Na era digital, passamos horas conectados a celulares, computadores e outros dispositivos. Esse hábito cotidiano tem gerado uma condição cada vez mais comum e preocupante: o “tech neck”, ou “pescoço tecnológico”.
Segundo um estudo da Bain & Company (2025), os brasileiros passam, em média, 9 horas e 13 minutos por dia em frente às telas. Esse tempo prolongado de conexão, principalmente com o pescoço inclinado para frente, sobrecarrega a coluna cervical, provocando dores, rigidez e alterações posturais.
O termo “tech neck” descreve o desgaste causado pela postura incorreta ao olhar para telas por períodos prolongados. De acordo com o Dr. Pedro Pillar, professor de ortopedia da Afya Centro Universitário Itaperuna, a inclinação excessiva da cabeça multiplica a pressão sobre o pescoço. “O peso da cabeça, que normalmente é de cerca de 4,5 a 5 kg, pode representar até 25 kg sobre a coluna cervical, dependendo do ângulo de inclinação”, explica o Dr. Pedro. Ele reforça que, conforme a cabeça se inclina para frente, a carga sobre o pescoço cresce de forma exponencial, e o simples hábito de olhar constantemente para baixo equivale a sustentar o peso de uma criança pequena sobre a região cervical por várias horas ao dia.
Com o tempo, essa tensão pode causar dores cervicais, rigidez muscular, desalinhamento postural e até degeneração precoce das vértebras. Sintomas frequentes incluem desconforto no pescoço, ombros e parte superior das costas, além de dores de cabeça, formigamento nos braços e, em casos mais graves, compressão de nervos e perda de mobilidade.
O Dr. Pedro Pilar alerta para a importância da prevenção. “O tech neck é um exemplo claro de como o uso excessivo de dispositivos eletrônicos pode afetar nossa saúde de forma silenciosa. O problema se instala de maneira gradual e, muitas vezes, passa despercebido até que os sintomas se tornem mais intensos. O corpo dá sinais, e é fundamental reconhecê-los antes que pequenas dores se transformem em problemas mais sérios”, explica o especialista da Afya Itaperuna.
Como prevenir o tech neck?
Adotar hábitos posturais saudáveis é o primeiro passo para evitar a sobrecarga na coluna cervical. O especialista orienta:
- Mantenha o celular ou a tela na altura dos olhos;
- Faça pausas a cada 30 minutos para alongar e corrigir a postura;
- Fortaleça a musculatura do pescoço, ombros e costas;
- Ajuste o ambiente de trabalho (altura da mesa, cadeira e tela);
- Use suportes ergonômicos para notebooks e celulares;
- Procure orientação profissional em caso de dor persistente;
- Realize exercícios de consciência postural e respiração profunda, que ajudam a relaxar a musculatura e manter o alinhamento da coluna ao longo do dia;
- Evite o uso prolongado do celular deitado ou com o corpo torcido, pois essas posições agravam as compensações musculares;
- Procure orientação profissional em caso de dor persistente.
Tratamento
O ortopedista da Afya explica que quando necessário, o tratamento do “tech neck” pode envolver uma abordagem combinada, sempre com acompanhamento médico, dependendo da intensidade dos sintomas. Geralmente inclui fisioterapia, com técnicas de liberação miofascial, alongamentos e fortalecimento da musculatura cervical e escapular; correção postural, por meio de exercícios e, em alguns casos, orientação ergonômica para adaptar o ambiente de trabalho ou estudo; e terapias complementares, como acupuntura, quiropraxia e pilates terapêutico, que auxiliam na reeducação postural e alívio da dor. Em casos de dor persistente, formigamentos ou limitação de movimento, é fundamental buscar avaliação médica com ortopedista ou fisiatra para descartar lesões mais graves. Em alguns casos, o tratamento pode ainda incluir o uso de medicamentos anti-inflamatórios.
Sobre a Afya
A Afya, maior hub de educação e tecnologia para a prática médica no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior em todas as regiões do país, 33 delas com cursos de medicina e 20 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde. São 3.653 vagas de medicina autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC), com mais de 23 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil, e “Valor 1000” (2021, 2023 e 2024) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar.
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