O verde, frequentemente associado à natureza, ao frescor e à vitalidade, pode também despertar rejeição em muitas experiências da infância — especialmente no campo da alimentação. Pensando nisso, a equipe do Peixinho Dourado Berçário e Educação Infantil tem criado momentos especiais com alunos de 2 e 4 anos, em que são oferecidos alimentos verdes numa apresentação estética diferente. São momentos em que a alimentação é tema de estudo, separados das refeições diárias.
Tudo começou quando a escola foi selecionada junto a outras sete escolas brasileiras para participar de um estudo italiano sobre a alimentação infantil, idealizado na cidade de Reggio Emilia, um local reconhecido pelos estudos pedagógicos de ponta e respeito à infância. Nesse processo, duas turmas do Peixinho estão trabalhando “a cor verde na alimentação”. Por que será que as crianças não gostam do “verdinho”? São feitas vivências e algumas experiências com as crianças, com a intenção de visualizar se é verdade que elas têm rejeição à cor verde, ou isso seria um mito? As crianças experimentam alimentos enquanto são filmadas para posterior investigação.
Enquanto isso, outra turma com crianças de 3 e 4 anos está investigando “o cheiro do verde”: plantaram temperos, como salsinha e manjericão, e elas mesmas regam e colocam na comida.
Em casa, as famílias percebem mudanças na alimentação. “A seletividade tão comum nessa faixa etária pode ser trabalhada com parceria entre a escola e os pais”, explica Marianna Canova, diretora do Peixinho Dourado.
Os pais percebem que as crianças estão contando mais coisas do dia-a-dia por conta desse estímulo. Por exemplo, dizem “hoje a gente usou orégano na salada lá na escola. Será que eu posso usar aqui em casa também?”
As crianças acabam desejando maior autonomia: montar o prato sozinho, comer sozinho. E logo sairá um livro de receitas criado junto com as famílias juntando pratos que têm a cor verde.






