O Rio Grande do Norte terá destaque na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), que será realizada em Belém, de 13 a 16 de novembro. A pesquisadora potiguar Mariana Almeida, professora do Departamento de Engenharia de Produção da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e coordenadora do projeto Meninas no Espaço, foi selecionada para apresentar quatro trabalhos científicos durante o evento, representando a UFRN e a Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer do Governo do Estado do RN com o intuito de fortalecer presença da ciência brasileira e nordestina nos debates internacionais sobre clima, educação e inovação.
A participação da professora Mariana Almeida é considerada estratégica porque reúne três agendas globais de alta relevância: educação climática, ciência cidadã e inclusão de meninas e mulheres na ciência e na tecnologia. Reconhecida no país pela atuação em projetos de formação científica com impacto social, ela levará à COP 30 experiências desenvolvidas no Rio Grande do Norte e que hoje são referência nacional no campo da educação climática. Os estudos propostos abordam temas que conectam tecnologia e engajamento social com o enfrentamento das mudanças climáticas. Entre eles estão “Mulheres, Inteligência Artificial e Clima: O Projeto Meninas no Espaço como Estratégia Nacional de Educação Climática”, “Educação Climática e Ciência Cidadã: Evidências e Estratégias de Mitigação no Contexto do Programa GLOBE Brasil”, “Rede Nacional de Educação Climática: Cooperação Científica e Tecnológica para Mitigação e Adaptação no Brasil” e “Ciência Cidadã e Educação Climática: o Papel do Programa GLOBE no Rio Grande do Norte”.
O projeto Meninas no Espaço tem alcançado abrangência nacional ao estimular a participação de estudantes da rede pública, com enfoque especial em meninas, em áreas como tecnologia, sensoriamento remoto, satélites educacionais e monitoramento ambiental. A iniciativa integra ações de formação científica com temas relacionados à sustentabilidade e mudanças climáticas. A partir do projeto, o Rio Grande do Norte passará também a sediar, em 2025, a Feira e a etapa final das Olimpíadas Nacionais GLOBE, um evento inédito no estado que contará com participação de escolas de todo o país e é realizado em parceria com instituições internacionais como a NASA e a NOAA, por meio do Programa GLOBE Brasil com Agência Espacial Brasileira.
A presença norte-rio-grandense na COP 30 reforça o protagonismo científico da UFRN e a força das iniciativas de educação e inovação do estado, que já lidera a produção de energia eólica no país e agora avança também no campo das tecnologias educacionais direcionadas para a mitigação e adaptação climática. Para Mariana Almeida, o papel da educação é decisivo na construção de ações estruturantes de combate às mudanças climáticas. “O Rio Grande do Norte mostra que ciência e educação transformam realidades. Estar na COP 30 significa levar a voz da escola pública, das meninas na ciência e das comunidades que já vivem os efeitos do clima. Nosso compromisso é construir soluções coletivas e formar uma geração que não apenas entenda o clima, mas que seja protagonista das mudanças necessárias”, afirmou.
Além das apresentações acadêmicas, a professora irá participar de reuniões estratégicas com pesquisadores e gestores ligados a políticas globais de educação para o desenvolvimento sustentável. Na ocasião, também vai fortalecer a Rede Nacional de Educação Climática, que articula universidades, escolas, pesquisadores e projetos educacionais em todas as regiões do Brasil para construção de estratégias conjuntas de mitigação climática com base na ciência.
A participação do Rio Grande do Norte na COP 30 destaca o estado como exemplo de inovação científica com impacto social e reforça a contribuição da UFRN na agenda climática internacional. Com base em cooperação científica, inclusão e compromisso com a educação ambiental, a presença potiguar no maior evento mundial sobre clima demonstra que soluções para os desafios ambientais globais brotam fortes no solo científico nordestino.






