Apesar da queda na arrecadação em 2025, número de investidores segue em alta e mostra adesão crescente a planos como forma de complementar o INSS
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A poupança previdenciária da sociedade brasileira alcançou R$ 1,7 trilhão em maio de 2025, conforme dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi). O levantamento, realizado com base nas informações fornecidas pelas seguradoras associadas à entidade, mostra que o valor acumulado em planos de previdência privada aberta cresceu 13% em relação ao mesmo mês de 2024.
Ainda assim, o cenário é de atenção. De janeiro a maio deste ano, o setor arrecadou R$ 73,5 bilhões com novas contribuições – uma queda de 8,5%, em comparação com o mesmo período do ano passado. Em contrapartida, os resgates aumentaram 17,4%, totalizando R$ 64,1 bilhões.
Os dados integram o relatório mensal da Fenaprevi, que coleta e consolida informações com base nas operações registradas na Superintendência de Seguros Privados (Susep).
Segundo o levantamento, atualmente, 11,2 milhões de pessoas possuem pelo menos um plano de previdência privada aberta no Brasil, o equivalente à cerca de 7% da população adulta. O número mostra que, mesmo diante da instabilidade econômica, o interesse por produtos financeiros de longo prazo segue presente entre os brasileiros, ainda que a participação total permaneça restrita a uma fatia da população.
O volume recorde acumulado, apesar da queda nos aportes, é impulsionado pelo desempenho dos fundos de previdência, que têm aproveitado o cenário de juros elevados e a recuperação de certos ativos no mercado financeiro. Esta valorização ajuda a explicar o crescimento do estoque total, mesmo com o aumento nos resgates.
Previdência privada
Para quem já contribui com o INSS, a previdência privada pode funcionar como uma ponte segura, rumo a uma aposentadoria mais confortável. Diferentemente do regime público, que depende de regras fixas e revisões periódicas, os planos de previdência privada aberta oferecem mais flexibilidade de escolha, tanto no valor das contribuições quanto na forma de resgate.
A Fenaprevi também aponta que, entre os produtos mais procurados, os planos do tipo PGBL e VGBL continuam liderando as contratações. Com características distintas de tributação, eles permitem ao investidor alinhar seus objetivos de longo prazo a estratégias fiscais mais eficientes, principalmente para quem declara o Imposto de Renda no modelo completo.
Com o envelhecimento acelerado da população brasileira, dados do IBGE mostram que, em 2022, o número de idosos no Brasil já passava de 32 milhões, cresce também a preocupação com a sustentabilidade financeira. Diante das limitações da aposentadoria pública e das incertezas econômicas, a previdência privada tem ganhado protagonismo como uma alternativa estratégica para quem busca manter o padrão de vida no futuro.






