Nos últimos dias, 704 docerias e confeitarias usuárias da plataforma Yooga com a FIPECAFI adicionaram o doce aos seus cardápios e venderam mais de 170.000 unidades
O “Morango do amor”, uma combinação simples de morango fresco banhado em chocolate nobre e coberto por uma casquinha crocante, tem revolucionado o setor de bares, restaurantes e confeitarias no Brasil. A tendência, que viralizou nas redes sociais rapidamente, migrou das telas para as vitrines de estabelecimentos em todo o país.
Em menos de três meses, a plataforma Yooga — plataforma tech de gestão, inteligência e vendas para o setor gastronômico —, em parceria com a FIPECAFI registrou, com apuração exclusiva ao lado da FIPECAFI, um crescimento no número de restaurantes vendendo o produto. Isso aumentou 10 vezes, e a quantidade de pedidos disparou para 20 vezes.
Com a Selic em 15% a.a. no Brasil e a taxa de desemprego em 5,8%, o empreendedor brasileiro precisa sempre se reinventa e busca alternativas para aumentar suas vendas sem precisar tomar crédito caro e fugir do risco de mortalidade do segmento.
O especialista em comportamento das empresas na FIPECAFI, Humberto Aillón e, também, CFO da Yooga, comenta que confeiteiros de diferentes regiões relatam filas e um movimento que muitos não viam desde datas comemorativas importantes. “Algumas confeitarias já dizem que as últimas semanas foram tão impactantes quanto a Páscoa, que é historicamente o auge do ano para o setor”, conta.
Para entender o tamanho da tendência, o especialista aponta que uma pequena amostra, por exemplo, cerca de 710 docerias e confeitarias que utilizam a plataforma da Yooga – incluíram o “Morango do amor” em seus cardápios nos últimos 15 dias. E esses locais venderam, juntos mais de 170.000 unidades, movimentando cerca de R$ 4,1 milhões.
Quando analisamos as 50 operações com melhor desempenho desse grupo, o fenômeno fica ainda mais claro: quase 60 mil unidades vendidas, gerando R$ 1,48 milhão. O destaque em faturamento vem de Taboão da Serra/SP, com mais de R$ 120 mil em vendas nos últimos 10 dias, enquanto Aparecida de Goiânia/GO lidera em volume, com mais de 3,5 mil unidades vendidas.
“Vamos pensar que, se apenas 50 negócios já geraram esse resultado, imagine a dimensão desse fenômeno em todo o país. Estamos falando de um produto que saiu praticamente do zero para se tornar um dos maiores sucessos recentes do mercado de doces e sobremesas. Os microempresários ganham, os produtores rurais também, os comércios mais estruturados e os consumidores nem se fala”, comenta o CEO da Yooga Vinicius Melo.
E isso é apenas um retrato parcial. Melo reforça que Brasil é um país continental, com mais de 1 milhão de bares, restaurantes, docerias e confeitarias, em um mercado extremamente fragmentado. Boa parte desse setor ainda opera de forma informal e sem digitalização, o que sempre dificultou ter análises precisas.
Além do impacto econômico, o novo doce do momento representa algo maior: a velocidade com que tendências virais se transformam em oportunidades concretas para pequenos empreendedores. “A gente nunca viu um produto ganhar força tão rápido. Em poucos dias, ele trouxe novos clientes e aumentou o ticket médio da loja”, conta Naiara Costa, confeiteira e proprietária de uma doceria no Espirito Santo, que viu seu faturamento aumentar em quase R$13.000,00 nos últimos dias.






