Mobilidade urbana e o novo perfil do motorista: posse ou uso?

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Créditos: Tramino/iStock

Mudanças nos hábitos de deslocamento ampliam as formas de acesso ao automóvel, mas a propriedade continua relevante para diferentes perfis

A mobilidade urbana influencia os hábitos de deslocamento e também a maneira como os consumidores avaliam a necessidade de ter um automóvel. Em cidades com diferentes opções de transporte urbano, o uso do carro pode variar conforme a rotina, a distância, a frequência de viagens e a infraestrutura disponível.

Como a mobilidade urbana está mudando a relação com o carro

A mudança não significa que a posse esteja necessariamente em queda. Pesquisa da Ipsos com 23.722 adultos em 31 países mostrou, em 2026, que dirigir continuava sendo o meio de transporte preferido em 22 países. Entre moradores urbanos, porém, há maior abertura para combinar diferentes meios de deslocamento.

No Brasil, essa realidade pode ser observada na combinação entre automóvel, transporte coletivo, aplicativos e micromobilidade. O contexto urbano, portanto, influencia o perfil do motorista e a frequência com que o carro é utilizado.

Posse de veículo ainda é prioridade para todos os motoristas?

A resposta depende da rotina. Para quem percorre grandes distâncias diariamente ou vive em regiões com poucas alternativas, a posse de veículo pode continuar sendo importante. Já quem usa o carro apenas nos fins de semana pode avaliar outras formas de acesso.

O comportamento do consumidor também envolve fatores como praticidade, patrimônio e previsibilidade de despesas. Assim, não existe uma única solução aplicável a todos.

O custo de manter um carro próprio

Ter um automóvel envolve despesas além do preço de aquisição. Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), seguro, documentação, manutenção, combustível, estacionamento e depreciação entram no custo total de propriedade.

A comparação entre compra e assinatura precisa considerar diferentes despesas recorrentes, e não apenas o preço do veículo ou a mensalidade.

Da propriedade ao acesso: novas formas de usar um veículo

As novas formas de mobilidade ampliaram as possibilidades para quem não pretende comprar um automóvel. Aluguel tradicional, compartilhamento e serviços por período determinado permitem utilizar um veículo quando necessário.

O aluguel costuma atender a necessidades pontuais, enquanto o financiamento é uma forma de comprar o veículo de maneira parcelada. Já a assinatura está relacionada ao acesso por período contratado.

Carro por assinatura: como funciona esse modelo

O carro por assinatura permite utilizar um veículo durante um prazo definido mediante pagamento periódico. Os contratos podem estabelecer duração, quilometragem e serviços incluídos, como seguro, manutenção e documentação, conforme as condições de cada empresa.

A modalidade se diferencia do aluguel tradicional, geralmente utilizado por períodos mais curtos, e do financiamento, que leva à propriedade do automóvel após a quitação.

Para quais perfis o modelo pode fazer sentido

O modelo pode ser considerado por motoristas que desejam utilizar um carro por meses ou anos sem assumir a propriedade. Também pode interessar a quem valoriza previsibilidade ou não pretende lidar com revenda e depreciação.

Por outro lado, quem roda muitos quilômetros, pretende manter o mesmo veículo por vários anos ou valoriza a propriedade pode encontrar razões para comprar.

O que avaliar antes de escolher uma forma de acesso ao carro

A comparação deve considerar o período de utilização, a quilometragem, os custos de manutenção, o seguro, os impostos e o valor de revenda. Também é importante verificar franquias, limites de uso e regras de encerramento nos contratos de aluguel ou assinatura.

O futuro da mobilidade combina diferentes soluções

O mesmo motorista pode utilizar transporte coletivo no deslocamento diário, aplicativo em determinados trajetos e carro próprio ou alugado em viagens. Essa combinação mostra como as tendências de mobilidade não precisam substituir uma solução por outra.

A escolha entre posse e uso depende do uso do carro, da rotina e das necessidades individuais. Comparar alternativas permite avaliar qual modelo se encaixa melhor em cada momento, sem transformar uma modalidade específica em regra geral.

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