Com a desvalorização de carros 0km, nova tendências surgem como alternativa ao modelo de posse de um carro novo
Um fator que assusta quem procura comprar um carro, principalmente 0 km, é a desvalorização. Segundo estimativas do mercado automotivo, um veículo pode perder aproximadamente 20% do seu valor de mercado ao sair da concessionária. Por essa razão, tratar o automóvel como um investimento é um grande problema.
O que é desvalorização automotiva e como ela acontece
A desvalorização ocorre por uma série de fatores. Um carro zero em uma loja tem agregado a ele vários custos que dificilmente podem ser repassados em uma futura revenda. Principalmente se for uma revenda para uma loja de usados, que também tem uma margem de lucro a cumprir, impossibilitando a compra pela tabela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).
Alguns outros fatores mais subjetivos também podem entrar na equação. A cor do carro, o estado de conservação e até quais acessórios o carro possui podem interferir no preço final. Modelos topo de linha podem sofrer mais com a obsolescência de alguns acessórios mais tecnológicos, por exemplo.
Quais fatores influenciam a perda de valor de um veículo
Quilometragem, estado de conservação da carroceria, histórico de manutenções, desgaste do estofamento e procedência do carro em geral pesam bastante na formação de um preço de revenda. Sendo assim, é praticamente impossível que um carro tirado zero da concessionária ou mesmo seminovo chegue próximo ao valor pelo qual foi comprado.
Logo, é esperado que aconteça um impacto financeiro para o proprietário na hora de repassar seu veículo. Além disso, gastos com manutenção, revisões, seguro e documentação, por exemplo, jamais serão recuperados. Ou seja, a própria posse e o uso do veículo próprio trazem consigo gastos que, de certa forma, impactam no orçamento e não podem ser revertidos.
Além do mais, o próprio preço do carro popular tem espantado novos compradores. Atualmente, um modelo básico de entrada não sai por menos de 90 mil reais. Por essa razão, cada vez mais alternativas ao modelo de posse têm caído no gosto dos brasileiros.
Novas tendências de mobilidade e consumo automotivo
Diante desse cenário, os consumidores estão passando por um processo de desapego ao modelo tradicional e contemplando cada vez mais a possibilidade do carro apenas pelo uso. Dentre essas novas possibilidades, os carros por assinatura tem ganhado muito espaço, e até mesmo as próprias fabricantes têm criado planos e programas nesse sentido.
Serviços on-demand têm acompanhado os novos hábitos de consumo de uma população cada vez mais acostumada com os serviços tipo streaming. O usufruto do bem, por meio de uma assinatura, tem se sobressaído à posse. Esse modelo traz consigo, além do uso, outros benefícios.
Dentre eles, a desburocratização. Documentação, impostos, seguros, revisão e manutenção são de responsabilidade da locadora. O custo disso é conhecido e já contemplado integralmente no plano de assinatura, sem surpresas. O contrato tem também um prazo determinado, de 1 a 3 anos de duração.
Ao final do contrato, o assinante pode renová-lo e escolher outro veículo 0 km. Dessa forma, é possível ter acesso a um modelo novo na garagem, com diferentes faixas de preço disponíveis. Com um planejamento financeiro adequado, essa modalidade permite que o consumidor tenha um carro disponível sem os custos e responsabilidades da posse.





