Escolas contam com a confiança e o apoio dos pais no desenvolvimento do processo pedagógico e socioemocional
A fase mais crítica do pós-pandemia nas escolas está ficando para trás. Uso excessivo de telas, dificuldade de socialização, problemas de linguagem, atenção e autorregulação foram desafios constantes nos últimos anos. Em 2026, apesar da aparente estabilidade no cenário da Educação Infantil, o fortalecimento da confiança entre escola e família se destaca como um dos principais objetivos a serem perseguidos.
“Hoje, mais adaptados às novas dinâmicas impostas pelas mudanças que vieram junto com a pandemia, é hora de olhar estreitar aquele que é o ponto de partida para um ambiente saudável e que potencializa aprendizagens significativas: a confiança escola-família”, explica Elaine Baptista, Coordenadora Pedagógica da Educação Infantil de Anglo Alante Jundiaí.
Como pais e escolas podem se ajudar?
A primeira infância é uma das etapas mais relevantes do desenvolvimento cognitivo e emocional de uma criança. Para 2026, as escolas buscam cada vez mais a confiança e a colaboração dos pais não somente nos conteúdos, mas em hábitos do dia a dia.
Reduzir o uso de telas, ter uma rotina estabelecida e respeitar o tempo de cada criança são esforços coletivos. Para que o desenvolvimento seja alcançado da melhor forma possível, é preciso que escolas e famílias estejam aliadas e atuando juntas.
“Ter rotinas previsíveis, valorizar o brincar e entender que a adaptação é um processo que precisa ser composto por despedidas seguras são hábitos que fortalecem o desenvolvimento do pequeno tanto em casa quanto na escola”, detalha Elaine.
Mais conexões, menos telas
Em 2026, a BNCC da Computação passa a ser obrigatória em toda a educação básica. Mas isso não significa mais telas nas escolas. “A implantação da BNCC visa o pensamento computacional e valoriza uma infância sem telas. Ela traz o conceito de ‘computação desplugada’, que prevê o desenvolvimento de habilidades ligadas à educação digital mesmo sem o uso de ferramentas tecnológicas”, explica Elaine.
A BNCC da Computação tem como um de seus pilares o letramento digital das gerações futuras, algo que vai além das telas. “Essas habilidades são introdutórias e permitem que o conceito de computação vá além do uso de artefatos digitais, alcançando a ideia de que o tema dialoga com o raciocínio lógico e a resolução de problemas, além de preparar as crianças e os jovens para lidar com o mundo digital de forma ética e responsável, sabendo, inclusive, identificar possíveis perigos”.
Inteligência emocional e acolhimento
Outra discussão que vem ganhando cada vez mais espaço é a importância do desenvolvimento socioemocional das crianças no ambiente escolar. O comportamento
dos professores e quais devem ser as prioridades em sala de aula, especialmente em situações de crise e de imprevistos, também ganhou força.
“Os professores aprenderam que é necessário se reinventar diante de situações específicas e que o acolhimento sempre deve vir antes do conteúdo. Mesmo com o planejamento anual definido, imprevistos podem acontecer e ter uma escola que acolhe e entende às necessidades é o que vai fazer realmente a diferença para o desenvolvimento das crianças”, finaliza.
Sobre Anglo Alante – As escolas do selo Anglo Alante fazem parte do Grupo Salta, o maior no segmento de educação básica do Brasil, estando presente no Distrito Federal e em mais 15 estados distribuídos por todas as regiões do país. Entre as unidades do Anglo Alante estão o Colégio Anglo Alante Chácara Santo Antônio, Anglo Alante São José dos Campos, Colégio Anglo Alante Jundiaí, Anglo Alante Butantã, Anglo Alante Guarulhos e Anglo Alante Paulínia, todos no Estado de São Paulo.






