Memória saudável: aprender ao longo da vida ajuda a manter o cérebro ativo

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Atividade física, alimentação equilibrada, interação social e experiências de aprendizagem fazem parte de uma rotina que estimula o cérebro em diferentes fases da vida

Manter o cérebro ativo também pode fazer parte da rotina por meio de aprendizagem, desafios, interação social, atividade física, alimentação equilibrada e cuidados com o sono. As evidências científicas apontam cada vez mais para a importância de uma abordagem ampla para a saúde cerebral. Um dos estudos de referência nessa área é o FINGER (Finnish Geriatric Intervention Study to Prevent Cognitive Impairment and Disability), realizado na Finlândia. 

A pesquisa acompanhou 1.259 pessoas entre 60 e 77 anos, com risco aumentado para declínio cognitivo, e avaliou uma intervenção que combinava orientação nutricional, exercícios físicos, treinamento cognitivo e acompanhamento de fatores de risco cardiovasculares e metabólicos.

Após dois anos, o grupo submetido à intervenção multidomínio apresentou resultados favoráveis no desempenho cognitivo, reforçando a importância de incorporar diferentes dimensões de cuidado à rotina.

“Quando falamos em saúde cerebral, não existe um hábito isolado que dê conta de tudo. O cérebro faz parte do organismo e é influenciado por aquilo que fazemos diariamente: como nos movimentamos, como nos alimentamos, como dormimos, como nos relacionamos e também por quanto continuamos aprendendo e sendo desafiados cognitivamente”, afirma Patrícia Lessa, diretora pedagógica do Supera – Estimulação Cognitiva.

Aprender também é uma forma de estimular o cérebro

Aprender algo novo é uma experiência que exige do cérebro mais do que simplesmente repetir aquilo que já conhecemos. Um novo idioma, instrumento musical, habilidade manual, jogo ou conteúdo pode envolver atenção, memória, raciocínio, planejamento e capacidade de adaptação.

É justamente o desafio que torna a experiência de aprendizagem relevante. Uma atividade que já se tornou automática tende a exigir menos esforço cognitivo do que uma tarefa nova, que demanda descoberta, tentativa, erro e elaboração de diferentes estratégias.

“Aprender é uma experiência que coloca o cérebro em movimento. Quando somos desafiados a compreender algo novo, encontrar uma solução ou experimentar uma maneira diferente de fazer determinada tarefa, estamos criando novas experiências de aprendizagem. Por isso, é importante manter a curiosidade e não deixar de aprender ao longo da vida”, explica Patrícia.

A estimulação cognitiva trabalha diferentes habilidades, como memória, atenção, raciocínio lógico, linguagem, velocidade de processamento e funções executivas, conjunto de capacidades envolvidas no planejamento, na tomada de decisões e na adaptação diante de situações novas.

Mais do que passar o tempo, a proposta é transformar atividades em oportunidades de aprendizagem. Jogos, desafios e exercícios podem ser utilizados para criar situações em que a pessoa precise pensar, elaborar estratégias, lembrar informações, resolver problemas e experimentar novas possibilidades.

O cérebro continua aprendendo

A capacidade do cérebro de se modificar em resposta às experiências e aprendizagens é conhecida como neuroplasticidade. É esse princípio que ajuda a explicar por que a aprendizagem não está restrita à infância ou à juventude.

Ao longo da vida, novas experiências continuam oferecendo estímulos ao cérebro. Aprender uma habilidade, mudar uma estratégia para resolver um problema, conhecer pessoas diferentes ou se colocar diante de uma situação desconhecida são exemplos de experiências que podem ampliar o repertório cognitivo.

Isso não significa que exercícios cognitivos sejam uma garantia contra doenças ou demências. O desenvolvimento dessas condições envolve múltiplos fatores, alguns modificáveis e outros não. A estimulação cognitiva deve ser compreendida como uma das possibilidades de uma rotina voltada à saúde cerebral e à aprendizagem contínua.

“Não precisamos esperar aparecer uma dificuldade de memória para começar a prestar atenção no cérebro. Assim como incorporamos atividade física e alimentação equilibrada à rotina, podemos criar o hábito de aprender, experimentar coisas novas e exercitar diferentes habilidades cognitivas. É uma perspectiva de cuidado que faz sentido ao longo de toda a vida”, afirma Patrícia.

O que é o Supera? 

O Supera é uma empresa educacional de estimulação cognitiva brasileira, sediada em São José dos Campos e com mais de 250 unidades em todo território nacional. Fundada há 20 anos, possui metodologia pioneira, focada na prevenção e validada por estudo científico conduzido por pesquisadores da USP, responsável por desenvolver habilidades cognitivas e socioemocionais fundamentais para a vida diária de crianças, adolescentes, adultos e idosos. O método oferece atividades variadas, que envolvem novidades e desafios, adequadas às diferentes faixas etárias. 

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