MapBiomas reforça agenda de regeneração da Caatinga; Aura avança com recuperação ambiental no RN

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Área desertificada em recuperação pela Aura

Iniciativa em Currais Novos prevê plantio de mais de 105 mil mudas nativas e recuperação de áreas vulneráveis à desertificação no Seridó potiguar

O novo Relatório Anual do Desmatamento no Brasil, divulgado nesta quarta-feira (27) pelo MapBiomas, mostrou que o desmatamento caiu mais de 20% em 2025 e ficou abaixo de 1 milhão de hectares pela primeira vez desde 2019. Na Caatinga, a área desmatada caiu de 174.119 hectares em 2024 para 128.947 hectares no último ano, reforçando a relevância de iniciativas de regeneração ambiental na região. Nesse contexto, a Aura avança, em Currais Novos (RN), com um projeto voltado à recomposição vegetal e à recuperação de áreas degradadas no Seridó potiguar.
 

O plano de reposição florestal na Fazenda Jesus Maria integra um programa de três anos voltado à recuperação ambiental do Seridó potiguar. Até o momento, mais de 21 mil mudas nativas da Caatinga já foram plantadas em mais de 20 hectares da área. Ao longo de 2026, a companhia prevê o plantio de outras 96 mil mudas e a recuperação de mais 65 hectares em áreas vulneráveis do semiárido potiguar.
 

A área total preservada pela companhia soma 513 hectares, equivalente a mais de 700 campos de futebol. Mais do que ampliar a cobertura vegetal, o projeto busca recuperar funções ecológicas do bioma em uma região marcada pelo estresse hídrico e pela degradação do solo.
 

“Para nós, o trabalho é muito maior do que plantar árvores. Estamos trazendo a vida de volta ao bioma. Acompanhar diariamente a recomposição dessa área, ver o solo se recuperar e testemunhar o retorno da nossa fauna e flora nativas traz uma emoção muito profunda. É a prova de que podemos fazer mineração com cuidado verdadeiro pela nossa terra”, ressalta Higo Costa, analista ambiental da unidade Borborema da Aura.
 

O trabalho já permite observar o retorno da biodiversidade, com o reaparecimento de espécies da flora e fauna locais. Todo o processo é conduzido com mão de obra da comunidade, gerando até 20 empregos durante a implantação e fortalecendo a economia regional. Para os trabalhadores, a transformação da paisagem representa orgulho e pertencimento.

Mudas sendo plantadas na fazenda Jesus Maria, em Currais Novos

Morador da comunidade Cruz, próxima à área do projeto, Gilberto Luiz da Silva trabalha no reflorestamento da Fazenda Jesus Maria e acompanha de perto a transformação da paisagem. “A gente vê a terra mudando, ficando mais verde, e dá um orgulho danado saber que está ajudando a cuidar do lugar da gente”, diz.
 

A visão de longo prazo da Aura é transformar a área em espaço de referência para educação ambiental, envolvendo escolas e comunidades do Seridó potiguar. A iniciativa é um dos exemplos da cultura Aura 360, que busca gerar um legado real de recuperação ambiental e social nas regiões onde atua, por meio de ações que vão além da legislação exigida. “Nossa visão de sustentabilidade é clara: a mineração, por atuar em regiões remotas e frequentemente desassistidas, possui uma oportunidade valiosa de gerar impacto positivo real para todos os públicos — comunidades, colaboradores e meio ambiente além da própria empresa”, afirma Rodrigo Barbosa, CEO da Aura.
 

O compromisso com a regeneração ambiental soma-se a outras iniciativas da operação Borborema voltadas ao uso sustentável de recursos naturais no semiárido. A companhia investiu R$ 48,4 milhões em uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), que hoje permite que 100% da água utilizada na produção do minério venha de água de reúso. Toda a água captada e direcionada para a operação passa por tratamento antes de ser utilizada no processo industrial.

Sobre a Aura

A Aura é uma empresa focada no desenvolvimento e operação de projetos de ouro e metais básicos nas Américas. A Companhia possui seis minas em operação, incluindo a mina de ouro Minosa, em Honduras; as minas de ouro Apoena, Almas, Borborema e Mineração Serra Grande, no Brasil; e a mina de cobre-ouro-prata Aranzazu, no México. Além disso, a Companhia possui Era Dorada, um projeto de ouro na Guatemala, e dois projetos no Brasil: Matupá, em desenvolvimento, e o projeto de cobre Carajás, na fase de exploração.

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