Mais do que assistir: por que as marcas estão apostando em experiências durante o Mundial de Futebol

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Créditos: Pexels

Para a AMPRO, experiências presenciais, ativações híbridas e comunidades temporárias ganham protagonismo durante o principal evento esportivo do planeta

São Paulo, junho de 2026 – O maior torneio de futebol do mundo deve confirmar uma mudança que vem redesenhando a estratégia das marcas nos grandes eventos esportivos: a disputa já não acontece apenas pela audiência das transmissões.

Se antes as empresas concentravam seus esforços em exposição, patrocínio e presença na mídia, hoje o desafio é outro. Em um ambiente marcado pelo excesso de conteúdo e pela multiplicação das telas, a atenção tornou-se um ativo escasso. Mais do que ser vista, uma marca precisa ser vivida.

Para a AMPRO (Associação de Marketing Promocional), o Mundial de Futebol 2026 consolida uma nova lógica para o marketing: não basta ocupar espaço na transmissão. É preciso criar experiências capazes de gerar participação, pertencimento e conexão.

Mais do que assistir aos jogos, o público quer viver o evento. É nesse espaço que o marketing de experiência ganha relevância estratégica, transformando uma paixão coletiva em participação, interação e memória.

O movimento já pode ser observado em diferentes iniciativas desenvolvidas no Brasil e no exterior, que combinam transmissões ao vivo, tecnologia imersiva, conteúdo, entretenimento e espaços desenhados para ampliar a participação do público durante os eventos esportivos. A proposta deixa de ser apenas acompanhar uma competição e passa a ser fazer parte dela.

O Brasil ocupa posição de destaque nesse movimento. Nos últimos anos, o mercado desenvolveu projetos que transformaram o esporte em uma plataforma de experiências, combinando ativações presenciais, hospitalidade, conteúdo, entretenimento, tecnologia e relacionamento. O resultado é um ambiente cada vez mais sofisticado, capaz de conectar marcas e consumidores por meio de vivências que vão muito além da exposição tradicional.

A expectativa da entidade é que o Mundial de Futebol 2026 deve acelerar iniciativas ligadas à cultura da torcida, às fan zones, aos festivais temáticos e à ocupação de espaços urbanos, transformando o ato de torcer em uma experiência coletiva de entretenimento.

“Os grandes eventos esportivos sempre mobilizaram audiências. A diferença é que agora as pessoas querem participar da história, não apenas assisti-la. As marcas mais relevantes são aquelas capazes de transformar espectadores em participantes e criar experiências que gerem conexão e pertencimento”, afirma Heloísa Santana, presidente executiva da AMPRO.

Na avaliação da associação, o avanço desse modelo também amplia a demanda por operações mais integradas, uso estratégico de dados, conectividade e estruturas capazes de sustentar jornadas fluidas entre os ambientes físico e digital.

“A tecnologia está transformando a maneira como as pessoas vivem o esporte ao vivo. Hoje, imersão e interatividade ampliam o envolvimento emocional do público e fazem com que assistir a uma partida deixe de ser algo passivo para se tornar uma experiência participativa e multissensorial. As pessoas não saem mais de casa apenas para assistir ao esporte, elas buscam interagir, participar da narrativa e viver experiências que não conseguiriam reproduzir sozinhas diante de uma tela. E a tecnologia potencializa justamente essa capacidade de transformar audiência em experiência”, afirma Bernardo Dinardi, CEO e fundador da TM1 Brand Experience.

A transformação não acontece apenas nos espaços físicos. Ela também alcança os formatos de transmissão, conteúdo e interação que ampliam a experiência dos fãs durante os grandes eventos esportivos. Novos modelos de distribuição, plataformas digitais e narrativas multiplataforma passam a desempenhar papel relevante na construção da jornada do torcedor.

Para Edinho Potsch, fundador da Sherpa42, o esporte é uma das melhores plataformas para se conectar verdadeiramente com as pessoas, pois envolve paixão e emoção, além de criar memórias realmente inesquecíveis. “Nosso destaque para a Copa do Mundo 2026 é a transmissão pelo SBT e NSports, o qual sou sócio, que traz a Copa com Galvão Bueno, Tiago Leifert e vários outros nomes de extrema importância para o esporte brasileiro. Não existe Copa do Mundo sem Galvão, e estar ao lado dele em sua 14ª Copa do Mundo é especial”, diz Edinho.

Mais do que uma oportunidade de exposição, os grandes eventos esportivos se consolidam como plataformas de relacionamento entre marcas e pessoas. Em um ambiente cada vez mais competitivo pela atenção do público, a experiência deixa de ser um complemento da estratégia e passa a ocupar papel central na construção de relevância, conexão e valor para as marcas.

Sobre a AMPRO

Fundada em 1993, a AMPRO – Associação de Marketing Promocional representa o setor de marketing de experiência no Brasil, atuando em frentes como eventos, ativações de marca, promoções, incentivo e trade marketing. Ao longo dessas três décadas, a entidade tem desempenhado um papel ativo na valorização, organização e desenvolvimento sustentável do setor, fortalecendo o diálogo entre o mercado, anunciantes, universo acadêmico e os poderes público e legislativo, para contribuir com a construção de um ambiente mais ético, transparente e representativo.

A AMPRO também é signatária de movimentos voltados à promoção de um mercado e de uma sociedade mais justos e sustentáveis, como o FairPitch – que defende práticas concorrenciais equilibradas – e o Ninguém se Cala, iniciativa de conscientização e enfrentamento da violência contra a mulher em eventos e ambientes de entretenimento. A entidade integra ainda a Declaração de Belém para o Turismo Sustentável, compromisso setorial que estabelece diretrizes alinhadas às práticas ESG.

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