Instrutores de Autoescolas Realizam Manifestação em Defesa da Educação no Trânsito e Contra a Desobrigação das Autoescolas no Ceará

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Nesta quinta-feira (23), instrutores de autoescolas realizaram uma grande manifestação em Fortaleza em defesa da educação no trânsito e contra a proposta de desobrigação das autoescolas no processo de formação de condutores. O ato reuniu cerca de 1.800 veículos, formando uma carreata de aproximadamente 7 quilômetros de extensão.

A concentração aconteceu na Arena Castelão, de onde os manifestantes seguiram até a Assembleia Legislativa do Ceará (Alece). O movimento foi organizado pelo Sindicato dos Instrutores de Veículos Automotores do Estado do Ceará (Sindvace) e contou com o apoio do Sindicato das Autoescolas do Ceará, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Federação dos Trabalhadores no Comércio e Serviços do Estado do Ceará (Fetrace) e da União Geral dos Trabalhadores (UGT).

O principal objetivo da mobilização foi alertar as autoridades e a sociedade sobre os riscos da proposta que visa desobrigar o uso das autoescolas no processo de habilitação, medida que, segundo a categoria, ameaça a segurança no trânsito e pode gerar um grande impacto no desemprego entre instrutores e demais profissionais do setor.

Ao chegarem à Alece, os representantes da categoria foram recebidos pelo presidente da Assembleia, Romeu Aldigueri, e pelo líder do governo, deputado Guilherme Sampaio, além de outros parlamentares da base e da oposição. Durante o encontro, o Sindvace entregou um ofício com propostas alternativas para o fortalecimento e modernização do funcionamento das autoescolas, visando preservar empregos e garantir a continuidade da formação técnica e responsável de condutores no Ceará.

O presidente do Sindvace, Salgado Filho, ressaltou que o Ceará é referência nacional em programas sociais que promovem acessibilidade e democratização da formação de condutores, e alertou que a proposta de desobrigação poderia desestruturar um modelo de sucesso reconhecido em todo o país.

“A desobrigação das autoescolas traria um impacto devastador no desemprego, pois milhares de instrutores e trabalhadores do setor perderiam seus empregos. Além disso, o Ceará é referência em programas sociais que garantem acesso à formação e à primeira habilitação de forma inclusiva e responsável. Acabar com as autoescolas seria um retrocesso grave, que colocaria em risco tanto a segurança no trânsito quanto o futuro de famílias que dependem desse setor. Estamos aqui para defender o nosso trabalho e propor soluções que mantenham o segmento vivo, moderno e socialmente relevante”, afirma Salgado Filho, presidente do Sindvace.

Após a manifestacao, a camara federal, através do deputado Hugo Mota, autorizou instalação de uma comissão especial na camara federal onde será tratato todo o assunto la, onde será analisado tecnicamente os impactos, como reduzir, propostas e de lá sair um texto futuro de uma mudança realmente no processo, garantindo os empregos e a seguranca viaria.

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