IA já influencia mais de 50% das vendas digitais, mas marcas ainda perdem conversão no meio da jornada

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Levantamento da Spring Scale Global mostra que consumidores chegam mais prontos para comprar, mas empresas ainda enfrentam dificuldade para transformar intenção em venda incremental

São Paulo, junho de 2026 – A inteligência artificial começa a mudar a forma como consumidores descobrem produtos, comparam opções e chegam até as marcas. Mas, apesar do avanço da tecnologia na jornada de compra, muitas empresas ainda enfrentam dificuldade para transformar esse interesse em venda real.

Um levantamento da Spring Scale Global, empresa de tecnologia aplicada à compra de mídia digital, mostra que mais de 50% das vendas digitais analisadas já têm algum tipo de influência de ferramentas, recomendações ou campanhas otimizadas por inteligência artificial. O estudo foi realizado a partir de uma base de 300 campanhas, mais de 200 milhões de impressões, 4 milhões de cliques e mais de R$ 5 milhões em mídia operada em setores como varejo, cosméticos, educação, saúde, serviços financeiros, tecnologia e bens de consumo.

Os dados apontam que o consumidor chega cada vez mais próximo da decisão de compra, mas a conversão ainda depende da capacidade das marcas de aparecerem no momento certo, com oferta relevante e experiência digital eficiente. Segundo a análise, campanhas apoiadas por IA registraram aumento de até 12% na geração de vendas incrementais.

Para Giuliano Sarzana, sócio do Grupo Neo e co-responsável pela chegada da Spring Scale Global ao Brasil, a principal mudança está no comportamento do consumidor.

“A IA está encurtando a jornada de descoberta. O consumidor chega mais informado, compara mais rápido e tende a tomar decisões com mais intenção. O desafio das marcas é acompanhar esse novo ritmo, porque não basta estar presente nos canais digitais: é preciso saber identificar onde existe oportunidade real de venda”, afirma.

A Spring Scale Global nasceu da sociedade entre o Grupo Neo, grupo brasileiro com 10 anos de mercado, presença em cinco países e mais de 300 clientes atendidos, e a Spring Scale AI, empresa de tecnologia baseada em Singapura. No exterior, a operação movimenta mais de US$ 80 milhões por ano em mídia digital, com mais de 1 bilhão de impressões e 200 milhões de cliques anuais.

No Brasil, a empresa iniciou sua operação em janeiro de 2026, já soma 18 clientes e mira faturamento de R$ 15 milhões no país ainda este ano. A proposta é usar inteligência artificial para ampliar vendas sem transferir integralmente ao cliente o risco do investimento em mídia.

De acordo com o levantamento, um dos principais desafios das marcas está na dependência de poucos canais de aquisição. Em campanhas analisadas pela Spring Scale Global, cerca de 90% das vendas ainda são oriundas de canais já consolidados, como busca paga, orgânico e redes sociais, mas as decisões de compra onde há a presença da IA, já aparecem em mais de 50% dos casos, seja para uma simples pesquisa prévia sobre o produto, seja efetivamente para a compra do começo ao fim.

Na prática, isso mostra que muitas empresas já têm uma operação digital relevante, mas ainda deixam de capturar parte da demanda por não testar novas combinações de mídia, públicos e momentos de contato com o consumidor.

“O problema não é investir em Google, Meta ou canais tradicionais. Eles continuam sendo fundamentais. A questão é que muitas marcas ficam presas aos mesmos caminhos de aquisição e acabam disputando o mesmo consumidor, com custo cada vez maior. A IA permite encontrar oportunidades que não aparecem de forma tão clara na operação tradicional, inclusive nos canais tradicionais”, explica Sarzana.

O modelo da Spring Scale Global funciona como uma camada complementar de aquisição. A empresa investe, opera e otimiza campanhas com base em inteligência artificial, assumindo parte do risco da performance. Se o custo para gerar uma venda for maior do que o retorno obtido, a perda fica com a operação, e não com o cliente.

Segundo a companhia, esse formato responde a uma demanda crescente por previsibilidade em marketing digital. Em um cenário de margens pressionadas e consumidores mais exigentes, as empresas querem saber não apenas quantas vendas foram geradas, mas quais delas realmente representam crescimento adicional para o negócio.

Para Sarzana, esse tipo de resultado mostra que a IA aplicada à mídia tende a deixar de ser vista apenas como automação.

“Durante muito tempo, a discussão sobre IA no marketing ficou concentrada em produtividade. Agora, a conversa está mudando para receita. A pergunta deixa de ser apenas como automatizar tarefas e passa a ser como usar dados e tecnologia para vender melhor, reduzir desperdícios e encontrar novos espaços de crescimento”, afirma.

A análise da Spring Scale Global também indica que os setores com maior potencial para uso de IA em mídia são aqueles que dependem de venda online recorrente, grande volume de dados e jornadas digitais mais longas. Entre eles estão varejo, cosméticos, educação, serviços financeiros, saúde, tecnologia e bens de consumo.

Para a empresa, o avanço da IA deve mudar a forma como marcas planejam mídia nos próximos anos. Em vez de avaliar apenas alcance, clique ou tráfego, as companhias devem passar a observar com mais atenção indicadores ligados à intenção de compra, venda incremental, qualidade da audiência e eficiência de conversão.

“O consumidor está mudando a forma como descobre e decide. Se a marca continuar comprando mídia da mesma forma, ela perde eficiência. A IA ajuda a reorganizar essa jornada e aproxima a mídia do resultado de negócio”, conclui Sarzana.

Sobre a Spring Scale Global

A Spring Scale Global é uma empresa de tecnologia aplicada à compra de mídia digital, criada a partir da sociedade entre o Grupo Neo, grupo brasileiro com 10 anos de mercado, presença em cinco países e mais de 300 clientes atendidos, e a Spring Scale AI, empresa de tecnologia baseada em Singapura. A companhia utiliza inteligência artificial para operar, otimizar e escalar campanhas de performance com foco em venda incremental, eficiência de mídia e redução de risco para marcas.

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