Educação socioemocional ganha protagonismo diante das demandas do século XXI e dos desafios do ensino em 2026, afirma especialista do programa Líder em Mim
As transformações sociais, tecnológicas e culturais dos últimos anos têm reposicionado o papel da escola na formação dos estudantes. Em 2026, o sucesso escolar já não pode ser medido apenas pelo desempenho acadêmico tradicional, mas pela capacidade dos alunos de lidar com emoções, se relacionar, tomar decisões responsáveis e se adaptar a contextos complexos. Nesse cenário, as habilidades socioemocionais ganham protagonismo como um dos principais pilares da educação integral, alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) – conjunto de diretrizes que orienta o ensino brasileiro – e às competências do século XXI.
De acordo com Fabiana Santana, assessora pedagógica do programa de educação socioemocional da SOMOS Educação, Líder em Mim, as competências socioemocionais dizem respeito à capacidade de mobilizar conhecimentos, habilidades e atitudes para resolver problemas e enfrentar desafios de forma eficaz. Elas envolvem aspectos como autoconhecimento, autogerenciamento, consciência social, habilidades de relacionamento e tomada de decisão responsável, sendo fundamentais para o desenvolvimento integral dos estudantes. “Para que essas competências sejam efetivamente desenvolvidas, é necessário ir além do ensino pontual de habilidades isoladas, promovendo experiências que integrem atitudes, valores e práticas no cotidiano escolar”, afirma.
A BNCC reconhece as competências socioemocionais como parte essencial da formação escolar, ao preparar crianças e jovens não apenas para o mundo do trabalho, mas também para o exercício da cidadania e para a vida em sociedade. Nesse contexto, programas educacionais estruturados ganham relevância. O Líder em Mim, por exemplo, trabalha o desenvolvimento de 16 competências socioemocionais por meio de um currículo focado em liderança aplicado de forma progressiva ao longo da jornada escolar, contribuindo para uma formação mais completa e alinhada às demandas contemporâneas.
Segundo a assessora pedagógica, o fortalecimento das competências socioemocionais tem impacto direto no desempenho acadêmico, na permanência escolar e no engajamento dos alunos. “Habilidades como autocontrole, perseverança, empatia e comunicação eficaz favorecem a concentração, a participação em sala de aula e o desenvolvimento de estratégias de estudo mais eficientes”, destaca.
Alunos emocionalmente competentes, indica Fabiana, lidam melhor com o estresse, a frustração e os desafios do aprendizado, o que se reflete em melhores resultados acadêmicos e em maior motivação para aprender. Além disso, o desenvolvimento socioemocional contribui para ambientes escolares mais positivos e acolhedores, reduzindo conflitos, fortalecendo o senso de pertencimento e ampliando o vínculo dos estudantes com a escola.
Base para a vida
Evidências científicas recentes reforçam que o investimento em habilidades socioemocionais gera resultados educacionais consistentes e duradouros. Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Yale e publicado pela American Educational Research Association (AERA), analisou 424 estudos envolvendo mais de 50 países. Os resultados indicam que programas universais de Aprendizagem Socioemocional (SEL) promovem melhorias significativas no desempenho acadêmico, especialmente em alfabetização e matemática, além de impactos positivos em notas e testes padronizados.
Os dados também revelam avanços importantes no bem-estar dos estudantes. Alunos que participaram de programas de SEL relataram níveis mais baixos de ansiedade, estresse e depressão, além de maior engajamento escolar e melhores relações com colegas e professores. “Essas evidências confirmam que o desenvolvimento socioemocional não deve ser tratado como um complemento, mas como um elemento estruturante da aprendizagem e do sucesso escolar a longo prazo”, reforça a especialista do programa Líder em Mim.
Assim, para que o ensino das competências socioemocionais seja efetivo, a abordagem deve ser integrada ao currículo escolar. Isso envolve a incorporação transversal dessas competências em todas as disciplinas, práticas pedagógicas experienciais, programas estruturados e a modelagem de comportamentos por parte dos educadores.
Diante desse cenário, a educação socioemocional deixa de ser uma tendência e se afirma como uma necessidade para o sucesso escolar em 2026. “Ao integrar essas competências de forma estruturada ao currículo, as escolas ampliam suas possibilidades de formar alunos mais preparados para aprender, conviver, trabalhar e atuar de maneira ética, consciente e protagonista em uma sociedade cada vez mais complexa. Programas socioemocionais deixaram de ser atividades extracurriculares e são formalmente incorporados ao currículo em 2026 para garantir a formação integral do cidadão”, conclui a assessora.
Sobre o Líder em Mim (https://www.olideremmim.com.br/) – Do Infantil ao Ensino Médio, o Líder em Mim é um programa de educação socioemocional, endossado pelo CASEL e focado em promover, a partir da mudança de paradigma, a mudança comportamental em educadores, crianças e adolescentes, desenvolvendo a autoestima e o autoconhecimento de cada um para que se tornem protagonistas de suas próprias vidas e da transformação da sociedade. Os conteúdos são produzidos em parceria com a marca global FranklinCovey e são fundamentados nas obras, nas pesquisas e nos projetos do Dr. Stephen Covey, autor do best-seller “Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes”.






