Fim de ano registra aumento de estresse, ansiedade e distúrbios do sono

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Rotina irregular, excesso de estímulos e sobrecarga emocional fazem dezembro concentrar mais queixas de insônia e tensão, apontam estudos
O mês de dezembro, marcado por confraternizações, prazos acumulados e expectativas para o novo ano, também traz um aumento expressivo nos níveis de estresse e ansiedade. Um relatório de 2024 da American Psychological Association indicou que períodos de transição e excesso de atividades sociais elevam em até 35% os relatos de sintomas ansiosos, tendência que se intensifica no fim do ano. No mesmo período, centros internacionais de pesquisa do sono observaram maior incidência de insônia sazonal, relacionada a mudanças na rotina, excesso de estímulos luminosos e alterações no horário de descanso.

Para o psiquiatra, especialista em medicina do sono e professor da Afya Jaboatão Dennys Lapenda, o impacto desse período não deve ser subestimado. “As pessoas chegam a dezembro já cansadas e somam a isso uma rotina mais desorganizada, excesso de luzes e muitas responsabilidades emocionais. O cérebro permanece em estado de alerta, aumentando os níveis de estresse e ansiedade e dificultando o sono”, explica. Segundo ele, mesmo quem não sofre de transtornos prévios pode apresentar irritabilidade, exaustão e noites fragmentadas durante essa época do ano.

Além disso, a pressão social para sentir alegria constante e participar de celebrações pode, paradoxalmente, gerar um profundo desconforto emocional. Esse sentimento é agravado pelo cenário de festas “perfeitas”, frequentemente divulgado nas redes sociais. O conflito interno que surge da diferença entre o resultado que desejávamos ter alcançado ao longo do ano e o que efetivamente se conquistou, intensifica essa sensação, pois o balanço pessoal se torna quase inevitável, e a cobrança por felicidade constante acaba gerando frustração e ansiedade.

Lapenda ressalta ainda que a combinação entre a tensão emocional e a privação de sono pode desencadear crises mais intensas. “O corpo dá sinais claros de esgotamento e ignorá-los pode agravar quadros de ansiedade e depressão. Quando a insônia se repete por várias semanas e começa a comprometer o dia a dia, por exemplo, é essencial buscar orientação médica”, afirma o psiquiatra.

Para reduzir os efeitos dessa sobrecarga, o especialista orienta retomar uma rotina regular de horários sempre que possível, evitar refeições pesadas à noite, moderar o consumo de álcool e reduzir a exposição a telas antes de dormir. “Pequenos ajustes ajudam a reorganizar o ciclo do sono e a controlar a ansiedade. Isso é fundamental para começar o próximo ano com mais equilíbrio, em vez de exaustão”, completa Lapenda.

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.753 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e 3.643 vagas de Medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers.

Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: http://www.afya.com.br  e http://ir.afya.com.br.

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