Especialista fala sobre aumento de transtornos mentais entre crianças e adolescentes

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Crédito da imagem: Afya

Psiquiatria infantil e professora de pós-graduação na área, a médica Karina Ferraz alerta para a urgência de se discutir o tema

Sintomas ansiosos, irritabilidade, isolamento, dificuldade na concentração, distúrbios no sono. Esses não são sintomas exclusivos do universo adulto. Nos últimos anos, o aumento nos diagnósticos de transtornos mentais em crianças tem acendido um sinal de alerta entre profissionais da saúde, especialmente os pediatras, primeiros a ter contato com as queixas e comportamentos das crianças. De acordo com dados divulgados no início de 2025 pelo Ministério da Saúde houve um aumento alarmante de transtornos de ansiedade entre crianças e adolescentes atendidos no Sistema Único de Saúde (SUS) nos últimos 10 anos. Entre 2014 e 2024, o atendimento a crianças de 10 a 14 anos aumentou cerca de 2.500% e, entre os jovens de 15 a 19 anos, o índice foi de 3.300%.

O contexto de pandemia, mudanças no convívio social e estilo de vida, sobrecarga digital e questões familiares estão entre os fatores que contribuíram para esse crescimento. Assim, a saúde mental infantil se tornou um dos grandes desafios da pediatria e psiquiatria infantil contemporâneas. Ao lado da obesidade, do sedentarismo e dos impactos da exposição precoce às telas, os problemas emocionais estão entre as dificuldades que mais têm demandado atenção nos consultórios particulares e na rede pública de atenção à saúde.

Segundo a psiquiatra da Infância e Adolescência e professora da Afya Educação Médica Recife Karina Ferraz, os desafios para a identificação do sofrimento emocional dos pequenos são vários. “Diferentemente dos adultos, as crianças não verbalizam, na maioria das vezes, seus sentimentos e sofrimentos. Eles manifestam o que está por dentro por meio de alterações em seu comportamento, como irritabilidade ou episódios de birra desproporcionais em intensidade e faixa etária, queixas físicas (como dores de cabeça e abdominais sem causa médica), medos excessivos, perda de interesse em brincar, isolamento, baixa autoestima, queda no rendimento escolar, entre outros”, alerta.

Segundo a especialista, a escuta ativa e acolhedora, aliada ao conhecimento sobre o desenvolvimento infantil, permite ao profissional médico e/ou psicólogo identificar sinais de alerta e, assim, tratá-los da forma mais adequada. Karina reforça, ainda, que, além dos profissionais de saúde, os pais, responsáveis e pessoas do convívio social da criança também podem ajudar nestes casos ouvindo-os de forma empática, observando atentamente e fortalecendo vínculos afetivos.

“A participação ativa da família e da comunidade escolar é fundamental para garantir um ambiente seguro, acolhedor e propício ao desenvolvimento emocional saudável. Investir em saúde mental infantil é investir no futuro, e isso exige um esforço coletivo para reconhecer os sinais precoces de sofrimento, romper tabus e promover o cuidado desde os primeiros anos de vida. Afinal, crianças emocionalmente saudáveis se tornam adultos mais resilientes, conscientes e preparados para lidar com os desafios da vida”, enfatiza a especialista da Afya.

Avanço nas políticas públicas de saúde

Recentemente, a Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4928/23, que assegura o acesso de crianças e adolescentes a programas de saúde mental do SUS, com a inclusão da medida no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Para a psiquiatra, a inclusão dessa política no ECA é um passo fundamental para garantir cuidado contínuo, integral e digno à criança, sendo benéfico para ela, como também para a sociedade como um todo.

Setembro Amarelo na Afya

A campanha “Bora se Cuidar” busca dar visibilidade à importância da saúde mental e ser um porto seguro para médicos e estudantes de Medicina. Com uma abordagem leve e acessível, a iniciativa utiliza influenciadores para amplificar o tema e apoia o público por meio de diferentes formatos e canais: conteúdos em vídeo, podcasts especiais e uma landing page exclusiva que reúne chat de ajuda, cartilha de autocuidado e calendário de eventos, permitindo que cada pessoa escolha o formato que melhor se encaixa em seu momento.

Sobre a Afya

A Afya, maior hub de educação e tecnologia para a prática médica no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior em todas as regiões do país, 33 delas com cursos de medicina, e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde. São 3.653 vagas de medicina autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC), com mais de 23 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers.

Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil, e “Valor 1000” (2021, 2023 e 2024) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em http://www.afya.com.br e ir.afya.com.br.

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