Mais do que ocupar espaço na TV ou no streaming, uma nova geração de comunicadoras reescreve a história do esporte com inteligência emocional e uma identidade que não pede licença
A presença feminina consolidada no ecossistema esportivo, da tela do SporTV às produções dinâmicas da GE TV e da CazéTV, representa muito mais do que uma conquista de espaço; é um marco de inteligência emocional aplicada à comunicação. Nomes como Fernanda Gentil, com sua capacidade ímpar de humanizar o esporte, e Isabela Pagliari, que traz um refinamento cultural cosmopolita ao transitar com maestria entre idiomas como o francês, provam que o sucesso profissional está ancorado na autenticidade. Elas não apenas ocupam cadeiras, mas redefinem a própria estrutura da narrativa, mostrando que o conhecimento técnico é potencializado quando somado à identidade pessoal.
Essa visibilidade é o combustível vital para a nova geração que deseja alçar voos maiores. Ao compararmos com a cobertura de 2022, observamos um salto qualitativo e quantitativo: relatórios de consumo digital indicam que a presença de mulheres em posições de liderança e comentário aumentou o engajamento do público jovem em mais de 30% em comparação com ciclos anteriores, derrubando o mito de que o esporte seria um “território masculino”. Núria Santos, especialista em inteligência emocional, reforça que essa percepção é o primeiro passo para o desenvolvimento de uma carreira sólida: “A visibilidade feminina no esporte funciona como um espelho de possibilidades; quando uma jovem vê mulheres com identidades plurais vencendo barreiras, ela deixa de buscar a validação externa para focar na construção da sua própria marca autêntica.”
A força dessas mulheres fica evidente nesta Copa, onde acompanhamos Fernanda Gentil e Isabela Pagliari dominando a cobertura pela CazéTV. Enquanto Fernanda assume o papel de âncora, humanizando os bastidores e dando voz às emoções do público e dos atletas, Isabela traz sua bagagem internacional para elevar o nível da análise com uma visão globalizada. Elas provam que o jornalismo esportivo de hoje não acontece apenas em frente a uma câmera, mas na capacidade de curar experiências. Para quem deseja empreender, essa versatilidade é essencial, pois o mercado atual exige que sejamos curadoras de experiências e não apenas transmissoras de informações.
O sucesso dessas mulheres serve como evidência prática de que a autoconfiança é o alicerce para o crescimento. Núria Santos destaca como essa mentalidade transforma a percepção de valor: “Quando você entende que a sua bagagem cultural, como o caso da Isabela ao integrar novos mundos ao esporte, é o que te diferencia, você para de tentar copiar modelos prontos e começa a criar o seu próprio caminho. A inteligência emocional é, em última análise, ter a coragem de ser você mesma em um ambiente que, historicamente, tentou ditar quem você deveria ser.”
Além de inspirar, essa visibilidade impulsiona um ciclo virtuoso. Estudos sobre diversidade nas organizações esportivas mostram que equipes de transmissão mais diversas apresentam maior resiliência e adaptação às novas linguagens digitais — algo que a CazéTV capitalizou brilhantemente. O empreendedorismo feminino, nesse contexto, ganha um novo fôlego ao se inspirar na performance dessas figuras que transformaram a forma como consumimos cultura e esporte, provando que o protagonismo é um exercício diário de excelência técnica.
O horizonte, porém, é ainda mais promissor. Com o Brasil sediando a Copa do Mundo Feminina em 2027, estamos diante de um divisor de águas que consolidará de vez a mulher no centro do debate esportivo nacional. Núria Santos conclui com uma visão de futuro: “A Copa de 2027 aqui no Brasil não é apenas um evento esportivo, é a nossa grande vitrine de transformação. O terreno está sendo preparado hoje por essas mulheres que não apenas ‘cobrem’ o esporte, mas o protagonizam. Para a menina que sonha em estar lá — seja no campo, no estúdio ou no comando da transmissão —, a mensagem é clara: 2027 será o palco onde a nossa identidade não pedirá mais licença; ela ditará o ritmo de uma nova era profissional.”





