Conheça práticas que podem ajudar a organizar as finanças, tomar melhores decisões e construir um negócio mais sustentável
Ter uma boa ideia, conhecer o cliente, saber vender e ser perseverante são aspectos importantes para empreender, mas não são suficientes para manter um negócio saudável ao longo do tempo. A disciplina financeira também desempenha um papel fundamental, inclusive para quem administra sozinho as diferentes etapas da atividade.
“Muitas vezes, o empreendedor concentra seus esforços em aumentar as vendas, mas vender mais não significa necessariamente ganhar mais. A educação financeira ajuda a compreender os indicadores por trás do negócio e a utilizá-los para planejar, identificar oportunidades e tomar decisões mais conscientes”, explica Raúl Manrique, Vice-Presidente e Diretor-Geral da Herbalife para a América Central e do Sul.
Confira algumas práticas que podem fazer a diferença na gestão financeira dos empreendedores:
1. Separe o dinheiro do negócio das finanças pessoais
Independente do tamanho do empreendimento, não misture as contas pessoais e as do negócio, pois isso dificulta saber quanto a atividade realmente gera. “O ideal é manter controles separados e definir um valor para as despesas pessoais que seja compatível com os resultados do negócio, em vez de recorrer ao caixa sempre que surgir uma necessidade. Assim, fica mais fácil saber quanto realmente sobra ao final de cada período”, explica Manrique.
2. Registre tudo o que entra e sai, inclusive os pequenos gastos
É fundamental ter uma planilha ou um aplicativo de controle financeiro para registrar todos os gastos relacionados à operação, como compra de produtos, transporte, comissões, ferramentas digitais, materiais e outras despesas. Os pequenos gastos recorrentes também devem entrar nessa conta, pois, somados, podem ter um impacto relevante nos resultados. Também é útil saber quantas horas são dedicadas às vendas, ao atendimento ao cliente, às entregas e às tarefas administrativas para compreender melhor o esforço necessário para gerar receita. Além disso, é importante estabelecer uma rotina para manter essas informações atualizadas.
3. Entenda quanto você realmente ganha com cada venda
Um faturamento alto não é a mesma coisa que um lucro alto. Por isso, além de acompanhar quanto o negócio vende a cada mês, é importante entender quanto sobra depois de descontar os custos e as despesas. Esse cálculo também pode ser feito por produto ou tipo de venda: um item com grande volume de vendas pode deixar uma margem menor do que outro que vende menos. “Conhecer essa diferença ajuda a identificar onde estão os melhores resultados e a direcionar os esforços”, afirma Manrique.
Também é importante acompanhar o fluxo de caixa, que mostra quando o dinheiro entra e sai. Afinal, ter recursos disponíveis na conta em determinado momento não significa necessariamente que todo esse dinheiro possa ser gasto.
Lembre-se de que contrair dívidas não é algo ruim por si só, mas é preciso entender seus custos, em que os recursos estão sendo efetivamente investidos e manter uma disciplina firme na gestão dessas dívidas.
4. Antes de reinvestir, faça as contas e analise o estoque
Antes de decidir aumentar o estoque ou investir em publicidade, tecnologia ou outras ferramentas, é importante analisar o fluxo de caixa, a demanda e o retorno esperado. No caso do estoque, é preciso levar em conta que os produtos que permanecem armazenados também representam dinheiro imobilizado. Comprar acima da demanda pode comprometer recursos que seriam necessários para outras despesas da operação.
Ter dados históricos não é a mesma coisa que conhecer o mercado e, muito menos, projetar o futuro. É importante dedicar atenção à elaboração de projeções de vendas com maior grau de certeza, medir a efetividade dessas projeções e aprimorá-las a cada nova análise.
Para investimentos maiores, é possível simular dois cenários diferentes: quanto o negócio terá que vender para recuperar o investimento e o que acontecerá com o fluxo de caixa caso as vendas fiquem abaixo do esperado. Dessa forma, a decisão deixa de se basear apenas na percepção e passa a considerar a situação financeira da operação.
5. Estabeleça metas que vão além de vender mais
É possível estabelecer objetivos como aumentar o lucro, reduzir determinada despesa, criar uma reserva financeira, acessar outros mercados, diversificar a oferta ou ampliar as vendas sem elevar os custos na mesma proporção. Além do faturamento, é útil acompanhar indicadores como lucro, margem e despesas ao longo do tempo. Outra informação importante é saber quanto é necessário vender para cobrir todos os custos da operação, o chamado ponto de equilíbrio. A partir daí, fica mais fácil estabelecer metas realistas e avaliar se o crescimento das vendas está realmente se traduzindo em melhores resultados.
Sobre a Herbalife Ltd.
A Herbalife (NYSE: HLF) é uma empresa, comunidade e plataforma líder em saúde e bem-estar que vem mudando a vida das pessoas com excelentes produtos de nutrição e uma oportunidade de negócios para seus distribuidores independentes desde 1980. A empresa oferece produtos de qualidade, respaldados pela ciência, para consumidores em mais de 90 mercados. Eles são comercializados por distribuidores independentes que oferecem acompanhamento personalizado e uma comunidade de apoio que inspira os clientes a adotarem um estilo de vida mais saudável e ativo.
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