Com demanda constante por moradia e tendência de queda gradual dos juros, setor se consolida como aposta estratégica de médio e longo prazo para empreendedores
Mesmo diante de um cenário econômico marcado por inflação pressionada, juros elevados e incertezas no consumo, o crédito imobiliário segue demonstrando força no Brasil e se consolidando como uma das áreas mais resilientes para investimento e empreendedorismo. A necessidade contínua de moradia, aliada à busca por soluções financeiras mais estratégicas, mantém o segmento aquecido e abre espaço para novos modelos de negócio voltados à consultoria e intermediação financeira.
Dados recentes do mercado mostram que, mesmo com a taxa Selic em patamares elevados, o crédito imobiliário manteve trajetória de crescimento. Em 2025, o volume total de concessões cresceu 3,8%, atingindo R$ 324 bilhões. Já para 2026, a projeção da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) estima um mercado de R$ 375 bilhões, impulsionado principalmente pela diversificação das fontes de funding e pela expectativa gradual de queda dos juros.
Para Cátia Alves, diretora de Estratégia e Inovação da UCIup, franquia especializada em crédito imobiliário, o setor vive um momento de transformação estratégica e não de retração.
“Mesmo em um ambiente econômico mais desafiador, o crédito imobiliário continua sendo uma necessidade real das famílias brasileiras. O mercado pode mudar de ritmo, mas não perde relevância. Quem entende esse movimento e atua de forma consultiva encontra um setor com grande potencial de crescimento no médio e longo prazo”, afirma.
Mesmo com juros altos, mercado continua crescendo
Segundo levantamento do setor, a participação do crédito imobiliário no PIB brasileiro permanece entre 9% e 10%, percentual considerado baixo quando comparado a mercados internacionais. Atualmente, o estoque total das carteiras ativas gira em torno de R$ 1,07 trilhão, reforçando que o mercado ainda está longe da saturação.
“O Brasil ainda possui uma enorme demanda reprimida. Existe espaço para expansão orgânica do crédito imobiliário, principalmente entre consumidores da classe média que buscam planejamento financeiro, aquisição da casa própria ou alternativas de liquidez”, explica Cátia.
O cenário econômico também começa a sinalizar mudanças importantes para os próximos meses. Após um longo período sem reduções, o Comitê de Política Monetária (Copom) iniciou um movimento gradual de flexibilização da taxa básica de juros, atualmente em 14,50% ao ano, com projeções de queda para cerca de 13% até o final de 2026.
Na prática, isso tende a reduzir o custo do financiamento, ampliar o acesso ao crédito e estimular a demanda represada no mercado imobiliário, especialmente no segundo semestre de 2026.
Home equity ganha espaço com solução financeira estratégica
“O primeiro semestre ainda exige cautela, porque o consumidor está mais seletivo e o custo financeiro segue alto. Mas o segundo semestre tende a trazer uma retomada mais consistente, principalmente para operações bem estruturadas e com perfil consultivo”, pontua a executiva.
Além do financiamento tradicional via SBPE, que registrou retração de 13% em 2025 devido aos juros altos, outros produtos começam a ganhar protagonismo no mercado. É o caso do Home Equity, modalidade de crédito com garantia de imóvel, que vem apresentando crescimento contínuo.
As novas concessões da modalidade saltaram de R$ 7,07 bilhões em 2023 para R$ 10,85 bilhões em 2024. Em 2025, a carteira total alcançou R$ 29,4 bilhões, consolidando o produto como uma alternativa relevante de liquidez para consumidores e empresários.
Segundo Cátia Alves, esse movimento mostra que o mercado está mais sofisticado e menos dependente exclusivamente da poupança tradicional.
“O crédito imobiliário deixou de ser apenas um produto bancário e passou a exigir inteligência financeira, diversificação de funding e atendimento personalizado. Hoje, o consumidor quer orientação, previsibilidade e segurança para tomar decisões de longo prazo”, destaca.
Segurança de dados passa a ser diferencial competitivo no setor
Outro ponto que ganha relevância no setor é a conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), especialmente em operações que envolvem compartilhamento de informações financeiras e documentação sensível.
“Empresas que atuam com crédito precisam ter processos transparentes e seguros. A confiança do cliente se tornou um ativo estratégico para qualquer operação financeira”, ressalta.
Com fundamentos sustentados pelo mercado de trabalho (que atingiu taxa de desemprego histórica de 6,1% no primeiro semestre deste ano) e expectativa gradual de melhora macroeconômica, especialistas avaliam que o crédito imobiliário seguirá como um dos segmentos mais estratégicos da economia brasileira.
Para quem deseja empreender, o setor passa a ser visto não apenas como uma oportunidade conjuntural, mas como uma aposta estruturada em um mercado ainda pouco explorado diante do tamanho da demanda nacional.
“Quem entrar nesse mercado apenas esperando a queda dos juros pode perder oportunidades importantes. O diferencial competitivo está na capacidade de orientar o cliente, estruturar soluções e construir relacionamento de longo prazo”, finaliza Cátia Alves.
Sobre a UCIup
A UCIup nasceu em 2024 e integra o Grupo UCI, com mais de 30 anos de atuação na Europa. Especialista em crédito imobiliário no Brasil, oferece soluções completas para imóveis, consórcio e crédito com garantia. Voltado a profissionais experientes que buscam autonomia, agilidade e alta performance, mantendo a base estruturada da rede e ampliando a flexibilidade operacional. Com baixo investimento, estrutura completa e rápido retorno, a rede oferece soluções financeiras inovadoras. Saiba mais em: https://uciup.com/






