Cólicas intensas, dor nas relações sexuais e dificuldade para engravidar estão entre os principais sintomas
A endometriose, doença inflamatória crônica que afeta milhões de mulheres em idade reprodutiva, segue em crescimento no mundo. Dados publicados na revista científica Frontiers in Endocrinology apontam um aumento de 10% nos casos prevalentes da doença entre 1990 e 2021, ultrapassando a marca de 20 milhões de mulheres afetadas globalmente. No Brasil, um estudo publicado em 2025 no periódico Einstein (São Paulo) identificou prevalência de endometriose de 6,4% entre mulheres em idade reprodutiva atendidas na atenção primária do Sistema Único de Saúde (SUS).
A causa exata da endometriose ainda não foi estabelecida, acredita-se em uma combinação de fatores. Ela ocorre quando células semelhantes ao endométrio, tecido que reveste internamente o útero, passam a crescer fora da cavidade uterina, atingindo estruturas como ovários, intestino, bexiga e região pélvica.
Segundo o médico ginecologista Ricardo Cobucci, professor da Universidade Potiguar (UnP), integrante da Inspirali, ecossistema que atua na gestão de 15 escolas médicas em diversas regiões do Brasil, a demora para identificar a doença ainda é um dos principais desafios.
“Muitas mulheres crescem ouvindo que cólica forte é normal. Isso faz com que sintomas importantes sejam negligenciados por anos. Hoje, estima-se um atraso médio de seis a dez anos entre o início dos sintomas e o diagnóstico correto da endometriose”, alerta o ginecologista.
Sintomas
Além de cólicas menstruais intensas, dor durante ou após relações sexuais, dor pélvica persistente, alterações intestinais e urinárias e dificuldade para engravidar estão entre os sintomas mais comuns. Em alguns casos, porém, a doença pode evoluir de forma silenciosa.
“A intensidade da dor não está necessariamente relacionada à gravidade da doença. Há pacientes com endometriose avançada que descobrem o problema apenas durante a investigação de infertilidade ou em exames realizados por outros motivos”, afirma Cobucci.
O especialista ressalta que os avanços nos métodos diagnósticos têm permitido identificar a doença de forma menos invasiva. Até poucos anos atrás, a confirmação dependia obrigatoriamente de cirurgia com biópsia. “Atualmente, o diagnóstico começa pela escuta clínica cuidadosa e por exames de imagem especializados, como o ultrassom transvaginal com preparo intestinal e a ressonância magnética da pelve. A cirurgia passou a ser indicada principalmente para tratamento ou em situações específicas”, explica.
Além do impacto na qualidade de vida, essa inflamação também pode provocar complicações importantes, como infertilidade, aderências pélvicas e aumento do risco cardiovascular. “A endometriose provoca um estado inflamatório crônico que pode afetar os vasos sanguíneos. Por isso, hoje já se recomenda acompanhamento cardiológico preventivo para essas pacientes”, destaca.
Embora ainda não exista cura definitiva, o tratamento pode controlar os sintomas e garantir qualidade de vida às pacientes. A abordagem inclui terapias hormonais, controle da dor, cirurgia em casos específicos, alimentação equilibrada, prática de atividades físicas e acompanhamento multidisciplinar.
“Sintomas persistentes não devem ser ignorados. Cólicas incapacitantes não são normais. Quanto mais cedo a mulher buscar avaliação médica, maiores são as chances de evitar complicações e preservar sua saúde e qualidade de vida”, conclui o docente da UnP/Inspirali, Ricardo Cobucci.
Sobre a Universidade Potiguar – UnP
Com 45 anos de inovação e tradição, a UnP é a única universidade privada do Estado do Rio Grande do Norte a integrar o maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima. A universidade possui milhares de alunos entre os campi em Natal, Mossoró e Caicó, oferecendo cursos de graduação, pós-graduação lato sensu, Mestrados e Doutorados. Também contribui para democratização do ensino superior ao disponibilizar uma oferta de cursos digitais com diversos polos dentro e fora do Rio Grande do Norte. Como formadora de profissionais, a instituição tem compromisso com a cidadania, sempre pautada nos valores éticos, sociais, culturais e profissionais. Este propósito direciona o desenvolvimento e a prática de seu projeto institucional e dos projetos pedagógicos dos cursos que oferece para a comunidade. Além disso, os alunos de Medicina da UnP contam com a Inspirali, um dos principais players de educação continuada na área médica. Para mais informações: www.unp.br.
Sobre a Inspirali
Criada em 2019, a Inspirali atua na gestão de escolas médicas do Ecossistema Ânima. É uma das principais empresas de ensino superior de Medicina no Brasil, com mais de 13 mil alunos (graduação, pós-graduação e extensão) e 14 instituições – localizadas em capitais como São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Florianópolis e Natal e em importantes centros de desenvolvimento do país, como Piracicaba (SP), São José dos Campos (SP), Cubatão (SP), Tubarão (SC), Vespasiano (MG) e Jacobina (BA).
As graduações em Medicina seguem modelo acadêmico reconhecido entre os mais inovadores do mundo e pensado para formar profissionais de alta performance com uma visão integral do ser humano. O portfólio da Inspirali contempla também cursos livres e especializações focados na medicina integrativa e aborda temas relevantes no cenário global, a exemplo da pós-graduação em cannabis medicinal, primeiro curso na área certificado pelo Ministério da Educação (MEC). A aprendizagem digital ativa oferece recursos tecnológicos (robôs de alta fidelidade e realidade virtual e aumentada MedRoom) e apoio socioemocional, assim como as atividades práticas e o acompanhamento personalizado.





