Psicólogos, assistentes sociais, educadores e outros profissionais têm papel fundamental antes e após a formação dos vínculos familiares
A adoção é frequentemente associada aos procedimentos jurídicos que oficializam a formação de uma nova família. No entanto, por trás desse processo, existe uma ampla rede de profissionais que atua para garantir que crianças, adolescentes e famílias recebam o suporte necessário em todas as etapas da jornada adotiva.
Desde a habilitação dos pretendentes até o período de adaptação e pós-adoção, psicólogos, assistentes sociais, professores, conselheiros tutelares, profissionais da saúde, equipes do Judiciário e organizações da sociedade civil trabalham de forma integrada para promover o desenvolvimento saudável dos vínculos familiares.
O acompanhamento multidisciplinar tem como objetivo orientar as famílias, esclarecer dúvidas, apoiar a adaptação da criança ou adolescente ao novo contexto familiar e identificar necessidades que possam surgir ao longo do processo. A atuação conjunta desses profissionais também contribui para a garantia dos direitos das crianças e adolescentes, priorizando seu bem-estar físico, emocional e social.
Para Juliana Miranda, coordenadora do Programa Família Acolhedora e integrante da rede de proteção à infância, a adoção deve ser compreendida como um processo contínuo de construção de vínculos. “A chegada da criança à família é um marco importante, mas não representa o fim da jornada. A adoção envolve adaptações, descobertas e desafios que exigem apoio e acompanhamento para que os vínculos sejam fortalecidos de forma saudável”, afirma.
Segundo ela, o trabalho em rede é essencial para oferecer suporte adequado a todos os envolvidos. “Nenhuma família precisa caminhar sozinha. Psicólogos, assistentes sociais, educadores e outros profissionais ajudam a construir espaços de escuta, orientação e acolhimento, contribuindo para que a criança e a família se sintam seguras durante esse processo”, explica.
Juliana também destaca o papel da escola e da comunidade na integração da criança ou adolescente ao novo ambiente familiar. “A adoção não acontece apenas dentro de casa. Ela também passa pela convivência social, pelo ambiente escolar e pelas relações construídas no dia a dia. Por isso, o envolvimento de diferentes profissionais é tão importante para o desenvolvimento integral da criança”, ressalta.
Ao reforçar a importância da atuação multidisciplinar, especialistas destacam que o sucesso da adoção está diretamente relacionado à construção de uma rede de apoio capaz de acolher as necessidades de cada família, respeitando histórias, trajetórias e desafios individuais. Mais do que formalizar um vínculo legal, a adoção representa a construção de relações que demandam cuidado, acompanhamento e compromisso contínuo.
SERVIÇO:
Encontros realizados pelo Aconchego
Encontros sobre adoção
Público: pessoas da comunidade interessadas nos processos de adoção.
Todo segundo sábado do mês, das 17 às 19h.
Grupo Habilitados
Público: pretendentes habilitados e inscritos no SNA
Todo segundo sábado das 17h às 19h
Grupo de Pais Pós-Adoção
Público: famílias em estágio de convivência, guarda provisória ou o processo de adoção concluído.
Todo terceiro sábado das 9h às 12h.
Local: Colégio Leonardo da Vinci, 703 Sul
Sobre o Grupo Aconchego – O Aconchego é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, fundada em dezembro de 1997, que trabalha em prol da convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes em acolhimento familiar e institucional.
Filiado à Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção – ANGAAD o Aconchego é reconhecido como referência em Brasília e conta com grande projeção nacional na criação de tecnologias sociais com vistas à garantia do direito das crianças e adolescentes à convivência familiar e comunitária, por meio de ações de intervenção com potencial para a transformação social e cultural.





