Levantamento indica aumento nas buscas no Google pelo termo “insulina semanal” e outros correlatos à doença
(crédito: SeizaVisuals / iStock)
O Diabetes Mellitus (DM) se caracteriza pela insuficiência na regulação dos níveis de glicose no sangue. A ausência de tratamento e controle da comorbidade pode causar problemas cardiovasculares, neurológicos, circulatórios, entre outros. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Diabetes estima que existam, aproximadamente, 20 milhões de pessoas com a doença. O levantamento considera a amostra do Censo 2022 do IBGE.
Por ser uma patologia com incidência superior a 10% na população, é justo que o interesse pelo assunto seja relevante. No entanto, no último ano, a busca pelo tema aumentou de maneira considerável, conforme demonstra o levantamento conduzido pela agência de SEO Conversion. Entre maio de 2024 e maio de 2025, as pesquisas pelos termos “insulina semanal” e “controle glicêmico” cresceram 321,43% e 52,63%, respectivamente.
Além destes números, os pesquisadores da agência também observaram que medicamentos como “insulina lilly”, “rybelsus” e “isglt2” foram mais pesquisados no Google, com acréscimos de 85,71%, 49,17% e 26,32% no volume de buscas, respectivamente. Tais indicadores sugerem uma alta na disposição em explorar as novidades que a ciência produz para tratamento e controle do diabetes.
Insulina semanal
Parte do aumento no volume de pesquisas sobre o termo “insulina semanal”, registrado no último ano, pode estar associado a um novo método de tratamento aprovado em março pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O medicamento comercializado como Awiqli é uma forma de insulina basal icodeca fabricada pela Novo Nordisk, capaz de tratar pacientes adultos com diabetes tipo 1 e tipo 2.
Conforme divulgado no portal de notícias G1, este novo fármaco tende a revolucionar a maneira como os diabéticos realizam o seu controle glicêmico. Isso porque, após experimentos clínicos, a insulina semanal se mostrou tão eficiente quanto as insulinas basais aplicadas cotidianamente. Logo, quando for oficialmente lançada no país, poderá integrar as opções terapêuticas.
Formas do diabetes
Na literatura médica, existem ao menos três categorias do DM: Diabetes tipo 1 (DM1), Diabetes tipo 2 (DM2) e Diabetes Gestacional. Este último é o único que não se caracteriza como crônico, devido às taxas de glicose no sangue ficarem altas apenas durante a gravidez. Porém acaba sendo um fator de risco aumentado para o diagnóstico futuro de diabetes para a mãe e o bebê.
O DM1, geralmente, é diagnosticado na infância e adolescência. Dados do Ministério da Saúde apontam para uma incidência de 25,6 diagnósticos para cada 100 mil habitantes. Neste caso, a doença se apresenta pela destruição das células do pâncreas que produzem a insulina e consequente deficiência na secreção deste hormônio no corpo.
No DM2, por sua vez, o organismo não consegue aproveitar a insulina produzida. Este é o tipo mais comum na população brasileira, e suas causas estão associadas a sobrepeso, hipertensão, sedentarismo, triglicerídeos elevados e hábitos alimentares. Um dos grandes desafios da medicina moderna se relaciona com o enfrentamento a esta doença crônica que tem se intensificado em diferentes camadas da sociedade.






