Workshop do UniSenai Business, em 16 de setembro, propõe uma reflexão prática sobre autogestão, relações de trabalho, segurança psicológica e os novos desafios de liderar
Uma conversa difícil, a forma de dar um feedback, a reação diante de um erro ou até a maneira como uma decisão é comunicada. No ambiente de trabalho, comportamentos aparentemente cotidianos podem produzir efeitos que vão muito além daquele momento — influenciando o engajamento das equipes, a confiança entre profissionais e a própria cultura da organização.
É a partir dessas situações que o UniSenai Business realiza, no dia 16 de setembro, o workshop “Liderança em Movimento”, em Curitiba. A atividade será realizada das 8h30 às 12h30, na Sala Paraná, no Campus da Indústria, com transmissão online para as regionais do Paraná.
Voltado a profissionais de RH, novos líderes e profissionais de média liderança, o encontro propõe uma experiência prática para discutir como autoconhecimento, comportamento e comunicação interferem na maneira de liderar — e como pequenas mudanças individuais podem repercutir nas relações dentro das empresas.
A programação terá a participação de Maria Walesko, que conduzirá a discussão sobre autogestão, trazendo para o encontro a importância de reconhecer emoções, comportamentos e padrões pessoais antes de assumir o desafio de conduzir outras pessoas.
A condução também será de Carolina Quintino, que parte de uma provocação: antes de tentar transformar uma equipe, é preciso compreender o próprio comportamento. Emoções, crenças, valores e padrões de reação influenciam decisões e relacionamentos e, muitas vezes, podem determinar a forma como um profissional conduz conflitos, oferece feedback ou lida com situações de pressão.
A liderança também está nas pequenas atitudes
A proposta do workshop é tirar a liderança do campo exclusivamente associado a cargos e aproximá-la da rotina. Para Carolina, cada interação produz um impacto no ambiente e pode contribuir para fortalecer — ou enfraquecer — relações de confiança.
Nesse percurso, os participantes serão convidados a observar primeiro o próprio comportamento e, depois, ampliar o olhar para as relações com as equipes e para o contexto cultural das organizações. A participação de Maria Walesko, ao abordar a autogestão, reforça justamente esse primeiro movimento: compreender a si mesmo para fazer escolhas mais conscientes na relação com o outro.
Entre os temas trabalhados estão autogestão, comunicação assertiva, feedback, conversas difíceis, engajamento e o conceito de Flow, relacionado ao envolvimento e à concentração em atividades quando existe equilíbrio entre desafios e habilidades.
A programação também aborda como experiências de reconhecimento e pertencimento podem influenciar a motivação. Mais do que discutir recompensas isoladamente, a proposta é compreender como as organizações constroem experiências capazes de gerar significado para quem trabalha nelas.
Do onboarding ao desligamento: a experiência também comunica
Outro ponto que ganha espaço na discussão é a jornada do colaborador. A relação com a empresa começa antes mesmo do primeiro dia de trabalho e continua produzindo efeitos depois do desligamento.
Nesse contexto, processos como recrutamento, onboarding, desenvolvimento e saída podem fortalecer vínculos, gerar pertencimento e preservar aprendizados — ou produzir experiências negativas que permanecem na memória de quem passou pela organização.
“Um bom onboarding fortalece pertencimento e adaptação; uma saída respeitosa preserva vínculos, reputação e aprendizado para a organização”, explica Carolina.
A discussão se conecta ainda a temas cada vez mais presentes na agenda corporativa, como segurança psicológica, corresponsabilidade, saúde mental e prevenção de riscos psicossociais. O objetivo é olhar para esses assuntos não de forma isolada, mas como parte de uma nova maneira de compreender as relações de trabalho.
Tecnologia muda a rotina, mas não elimina a necessidade de conexão
A transformação tecnológica acrescenta outra camada ao desafio. Ferramentas digitais, dados e inteligência artificial já fazem parte da rotina de muitas organizações e podem ampliar produtividade e apoiar decisões. Ao mesmo tempo, trazem questões como hiperconectividade, excesso de estímulos, dificuldade de desconexão e fadiga mental.
Para o workshop, a questão não está em escolher entre tecnologia e relações humanas, mas em compreender como as duas dimensões podem coexistir. Em um cenário de mudanças rápidas, liderar também significa saber utilizar os recursos disponíveis sem perder de vista as pessoas que estão por trás dos processos.
Ao longo de quatro horas, a expectativa é que os participantes possam reconhecer padrões de comportamento, experimentar novas formas de comunicação e identificar atitudes que podem ser aplicadas imediatamente na rotina.
“Mais do que falar sobre liderança, o encontro convida cada participante a experimentar uma liderança em movimento: consciente, humana, preventiva e capaz de construir ambientes psicologicamente mais saudáveis e sustentáveis para pessoas e organizações”, resume Carolina.
Serviço
Workshop Liderança em Movimento – UniSenai Business
Data: 16 de setembro
Horário: 8h30 às 12h30
Local: Sala Paraná – Campus da Indústria, Curitiba
Formato: presencial, com transmissão online para as regionais do Paraná
Inscrições gratuitas: https://t2m.io/dH1SDCB





