Soluções de software desenvolvidas no Instituto Metrópole Digital promovem educação e experiências sensoriais por meio da realidade virtual

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Softwares propiciam experiências em ambiente virtual. Foto: AKCIT/IMD

Tecnologia imersiva

Felipe Araújo – IMD/UFRN

Um dos efeitos mais estimulantes promovidos pela tecnologia é a aprendizagem e a forma como enxergamos o mundo. Soluções que, para além de apenas executar tarefas, proporcionam novas possibilidades no entendimento dos desafios e das histórias da humanidade, chamam cada vez mais a atenção de quem busca por experiências instigantes. As tecnologias imersivas e de Inteligência Artificial são exemplos disso. Nesse contexto, diversas soluções de software já vêm sendo desenvolvidas no âmbito do Instituto Metrópole Digital da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (IMD/UFRN).

Os softwares Djembefola e Janela Meta Teatral (Viagem ao Centro da Terra) integram uma linha de pesquisa voltada ao desenvolvimento de experiências que combinam música eletroacústica, performance e tecnologias imersivas. Segundo o professor do IMD, Alyson Souza, responsável pelo desenvolvimento das soluções, os trabalhos fazem parte de uma proposta que vem sendo consolidada pela equipe como Música Eletroacústica Imersiva Performática. Esse conceito reúne “três aspectos: expressão artística, música eletroacústica e tecnologia de imersão para criar novas experiências bem diferenciadas”, explica o docente.

Professor Alyson Souza destaca que os trabalhos fazem parte de uma proposta identificada como Música Eletroacústica Imersiva Performática. Foto: AKCIT/IMD

Música e viagem virtual

O Djembefola é uma peça musical que utiliza o djembe, instrumento de origem africana, como elemento central da experiência. Na proposta, o objeto é utilizado como uma espécie de âncora para o músico durante a apresentação, conduzindo, por meio de projeções de realidade virtual, o público por diferentes ambientes virtuais.

Durante a experiência, o músico começa virtualmente na Escola de Música da UFRN (EMUFRN) e, posteriormente, é transportado para uma savana com diferentes animais africanos. A interação entre o músico e os elementos virtuais conduz o desenvolvimento da apresentação. O público pode acompanhar a experiência por meio de óculos de realidade virtual ou de um projetor, que permite visualizar aquilo que está sendo visto pelo músico.

Djembefola é uma peça de música que utiliza o djembe, instrumento de origem africana, como elemento central da experiência. A plateia pode visualizar o que está sendo visto pelo músico. Foto: AKCIT/IMD

Por sua vez, a Janela Meta Teatral foi desenvolvida como uma experiência imersiva relacionada à obra Viagem ao Centro da Terra, do autor Jules Verne. O software, alinhado à condução musical, estrutura a experiência em quatro atos, representados por diferentes ambientes virtuais apresentados por meio de realidade virtual, que permitem aos usuários visualizar e interagir com elementos relacionados à narrativa da obra.

As duas soluções foram desenvolvidas no contexto do polo Advanced Knowledge Center in Immersive Technologies (AKCIT), especializado em tecnologias imersivas e vinculado à Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG). No caso do Djembefola, o desenvolvimento havia começado antes da chegada do polo ao IMD, mas o software foi finalizado, aprimorado e apresentado após a integração da equipe ao projeto. Já a Janela Meta Teatral esteve entre os primeiros grandes projetos desenvolvidos pelo AKCIT.

O professor Alyson Souza explica que o desenvolvimento das soluções contou com diferentes formas de participação da UFRN e da UFG. “O IMD teve um papel de desenvolvimento nessas soluções e a UFG teve um papel de financiamento e também de recursos para testes e aplicação”.

Educação oceânica

Outro software de realidade virtual de destaque é o Immersive Ocean, uma experiência voltada à educação ambiental de estudantes do ensino fundamental e médio. A tecnologia foi desenvolvida por pesquisadores do Instituto Metrópole Digital, em parceria com o Centro de Biociências (CB) da UFRN.

O projeto transporta os participantes para um ambiente subaquático, por meio de headsets de realidade virtual (Oculus Quest), representando a costa do Rio Grande do Norte e permitindo que explorem e interajam com a biodiversidade marinha brasileira, além de vivenciarem os impactos da poluição nos oceanos.

Solução foi criada para despertar no público a importância da preservação dos oceanos. Foto: Jota Fernandes – Ascom/IMD

Ao iniciar a experiência, o usuário é recebido por um robô assistente chamado AquaBot, que apresenta o ambiente e incentiva a exploração virtual. O participante pode, então, apontar para os animais marinhos, sendo acompanhado por um painel informativo, exibindo dados relevantes sobre cada espécie, com um efeito holográfico de escaneamento. “A gente queria mostrar informações sobre o oceano e poder ensinar um pouquinho àqueles alunos sobre as questões que o envolvem e os animais que vivem, principalmente, perto da costa brasileira”, explica Stefane Orichuela, coordenadora e autora principal do projeto.

Stefane Orichuela, coordenadora e autora principal do Immersive Ocean. Foto: Jota Fernandes – Ascom/IMD

Inpi

As três soluções desenvolvidas no âmbito do IMD conseguiram, em agosto, registros de software no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). No caso do Djembefola e da Janela Meta Teatral, ambos os registros pertencem às duas instituições envolvidas, sendo 50% da UFRN e 50% da UFG, cabendo à universidade goiana a gestão dos registros. LEIA NO PORTAL UFRN

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