Levantamento do Paraná Pesquisas aponta o candidato do Novo com 34% das intenções de voto e crescimento de 5,9 pontos desde julho; campanha começa com foco no diálogo direto com os eleitores e na consolidação do apoio em todo o estado
Com o início oficial da campanha eleitoral de 2026, Deltan Dallagnol (Novo) entra na disputa por uma das duas vagas do Paraná no Senado Federal na liderança de um novo levantamento do Paraná Pesquisas. Divulgado nesta segunda-feira (17), o estudo aponta Deltan com 34% das intenções de voto no cenário estimulado.
A candidatura foi oficializada pela coligação Fortaleza do Paraná, formada por Novo, PL e Podemos. Deltan integra a chapa que tem Sergio Moro (PL) como candidato ao governo estadual e Filipe Barros (PL) também na corrida pelo Senado. Os três deram início à campanha com uma transmissão conjunta nas redes sociais na noite de domingo (16), primeiro dia autorizado pela Justiça Eleitoral para a propaganda eleitoral.
A partir de agora, Deltan pretende intensificar a presença nos municípios paranaenses, ampliar o contato com diferentes setores da sociedade e apresentar aos eleitores as propostas que pretende defender no Senado.
“A mensagem dos paranaenses é clara: o povo quer um soldado do Paraná em Brasília para enfrentar a corrupção e o crime organizado, fechar as brechas da impunidade e usar todo o poder que o Senado tem para fiscalizar os poderosos e trazer dinheiro de volta para o Paraná na forma de emendas e obras”, afirma Deltan.
Mais votado em 2022
Ex-procurador da República e ex-deputado federal, Deltan foi o candidato mais votado para a Câmara dos Deputados no Paraná em 2022, quando recebeu quase 345 mil votos. Agora, disputa um mandato de oito anos no Senado, Casa responsável, entre outras atribuições, pela análise de projetos de alcance nacional, pela fiscalização de autoridades e pela aprovação de indicações para tribunais superiores e outros órgãos de Estado.
A largada da campanha marca a transição das articulações partidárias para uma etapa de maior proximidade com o eleitor. A estratégia prevê agendas regionais, entrevistas, encontros com lideranças e participação em eventos ao longo das próximas semanas.
“É nas ruas que a campanha ganha sentido, porque é ali que conhecemos as preocupações reais das pessoas e prestamos contas do que já foi entregue. Os acordos que a Lava Jato fez com o cartel dos pedágios devolveram ou garantiram 1,53 bilhão de reais ao Paraná, dinheiro que virou asfalto, viaduto e terceira faixa. Podem anular um processo, mas ninguém desasfalta uma estrada. É esse tipo de resultado que eu quero levar para o Senado, junto com leis que protejam quem trabalha e quem está na linha de frente da segurança”, destaca o candidato.
Pesquisa aponta Deltan na liderança, com crescimento de 5,9 pontos, e Gleisi como a mais rejeitada
O levantamento do Paraná Pesquisas mostra Deltan Dallagnol na liderança da disputa, com 34% das intenções de voto no cenário estimulado. Na sequência, aparecem Alexandre Curi, com 29,6%; Gleisi Hoffmann, com 28,1%; Filipe Barros, com 26%; Cristina Graeml, com 17,2%; e Dr. Rosinha, com 12,3%.
Joaquim do MLB registra 1,5%; Karen Guerreiro, 1,2%; e Marcelo Marcelino, 0,8%. Outros 7,8% afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos nomes apresentados, enquanto 5,9% não souberam ou não opinaram.
Como o Paraná elegerá dois senadores em 2026, cada entrevistado podia indicar até dois candidatos, e o resultado consolida o primeiro e o segundo voto. Por isso a soma dos percentuais ultrapassa 100%.
Na comparação com a rodada anterior do instituto, realizada em julho, no cenário montado com o mesmo conjunto de nomes testado agora, Deltan passou de 28,1% para 34%, um crescimento de 5,9 pontos percentuais que supera a margem de erro. Naquele cenário ele aparecia em quarto lugar, atrás de Curi, Barros e Gleisi, e agora ocupa a primeira posição. No levantamento espontâneo, quando os nomes não são apresentados aos entrevistados, ele também aparece à frente, com 6,6%, ante 4,2% em julho.
A pesquisa também mediu a rejeição, perguntando em quem o eleitor não votaria de jeito nenhum. Gleisi Hoffmann é a mais rejeitada do Paraná, com 42,2%, mais que o triplo do segundo nome mais citado nesse quesito. O contraste resume o momento da disputa pelas duas vagas: o candidato que mais cresce em intenção de voto e a candidata que mais encontra resistência entre os paranaenses.
A pesquisa ouviu presencialmente 1.520 eleitores em 65 municípios do Paraná entre os dias 13 e 16 de agosto, e foi contratada pelo Partido Liberal. A margem de erro estimada é de 2,6 pontos percentuais, com grau de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PR-09048/2026.





