Em que idade o check-up do coração deixa de ser opcional? Cardiologista explica quem precisa antecipar a avaliação

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No Dia do Cardiologista, Hospital Cardiológico Costantini alerta que prevenção cardiovascular não significa fazer todos os exames, mas identificar riscos antes que eles se transformem em doença

Não sentir dor no peito, falta de ar ou palpitações não significa, necessariamente, que está tudo bem com o coração. As doenças cardiovasculares seguem entre as principais causas de morte no Brasil e, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), provocam mais de 1,1 mil mortes por dia no país, aproximadamente uma a cada 90 segundos. A própria entidade estima que grande parte dessas ocorrências poderia ser evitada com prevenção e controle adequado dos fatores de risco.

Às vésperas do Dia do Cardiologista, celebrado em 14 de agosto, o Hospital Cardiológico Costantini chama a atenção para uma pergunta que costuma surgir principalmente depois dos 40 anos: afinal, existe uma idade certa para começar a fazer check-up cardíaco?

Segundo a médica cardiologista Dra. Bianca Maria Prezepiorski, a resposta não cabe apenas no calendário. “Mais importante do que estabelecer uma idade única é entender o risco cardiovascular daquela pessoa. Um adulto jovem com histórico familiar importante, hipertensão, diabetes, colesterol elevado, obesidade ou que fuma pode precisar de acompanhamento muito antes de alguém mais velho sem os mesmos fatores. O check-up precisa ser individualizado”, explica.

A avaliação da saúde cardiovascular, na verdade, começa por medidas relativamente simples. Pressão arterial, colesterol, glicemia, peso, circunferência abdominal, hábitos alimentares, atividade física, tabagismo e histórico familiar ajudam a construir o perfil de risco do paciente. A American Heart Association recomenda que fatores como pressão arterial e colesterol sejam acompanhados desde a vida adulta, com periodicidade definida de acordo com o risco individual.

A partir dos 40 anos, porém, a discussão tende a ganhar ainda mais relevância porque a idade passa a pesar de maneira crescente nos cálculos de risco cardiovascular, especialmente quando associada a hipertensão, diabetes, tabagismo, sedentarismo, excesso de peso ou antecedentes familiares de infarto e AVC precoces. Diretrizes internacionais utilizam justamente a faixa dos 40 aos 75 anos para estimativas mais detalhadas do risco de eventos cardiovasculares ao longo dos anos seguintes.

“O erro é esperar o primeiro sintoma para descobrir que havia hipertensão, colesterol muito alto ou diabetes há anos. Muitas dessas condições evoluem silenciosamente. Prevenção é reconhecer esse risco enquanto ainda há tempo de interferir na história natural da doença”, reforça Dra. Bianca.

Check-up não significa fazer todos os exames

Eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico e tomografia para avaliação das artérias coronárias costumam aparecer no imaginário de quem procura um check-up. Mas nem todos são necessários para todas as pessoas.

O eletrocardiograma (ECG) registra a atividade elétrica do coração e pode auxiliar na investigação de alterações do ritmo e outras condições cardíacas. Já o ecocardiograma permite avaliar estruturas e funcionamento do coração, enquanto o teste ergométrico analisa a resposta cardiovascular ao esforço. A indicação, entretanto, depende dos sintomas, do exame clínico, do perfil de risco e da pergunta que o médico pretende responder.

“Exame não deve ser pedido simplesmente porque existe. Primeiro avaliamos o paciente, entendemos seus antecedentes e calculamos o risco; depois decidimos se um exame complementar realmente acrescentará uma informação capaz de mudar a conduta. Fazer exames indiscriminadamente também pode gerar achados sem relevância clínica e novas investigações desnecessárias”, afirma a cardiologista.

Quem não deveria adiar uma avaliação cardiovascular?

Embora não exista uma mesma regra para todos, merecem atenção especial pessoas com hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado, obesidade, sedentarismo ou tabagismo, além de quem possui histórico familiar de infarto, AVC ou morte súbita, especialmente quando esses eventos ocorreram precocemente. Esses fatores estão diretamente associados ao aumento do risco cardiovascular e são alvo prioritário das estratégias de prevenção.

Também não se deve esperar um check-up programado quando surgem sintomas como dor ou pressão no peito, falta de ar inexplicada, palpitações persistentes, desmaio ou queda significativa da capacidade para realizar esforços. Nesses casos, a necessidade deixa de ser apenas preventiva e passa a exigir avaliação médica.

“O objetivo da cardiologia preventiva não é encontrar doença em todo mundo. É reconhecer quem está em risco, agir sobre aquilo que pode ser modificado e acompanhar de maneira mais próxima quem realmente precisa. Quanto mais cedo conseguimos controlar pressão, colesterol, glicemia, peso, tabagismo e sedentarismo, maior é a oportunidade de evitar eventos cardiovasculares no futuro”, destaca Dra. Bianca.

A Organização Mundial da Saúde reforça que grande parte das doenças cardiovasculares pode ser prevenida atuando justamente sobre fatores modificáveis, como tabagismo, alimentação inadequada, obesidade, inatividade física e consumo prejudicial de álcool.

Para a especialista do Hospital Cardiológico Costantini, o Dia do Cardiologista também pode servir para mudar uma percepção ainda muito associada à especialidade: a de que o cardiologista só deve ser procurado quando alguma coisa já está errada.

“O melhor cenário é aquele em que conseguimos chegar antes do infarto, do AVC ou de uma insuficiência cardíaca. Cuidar do coração não começa no diagnóstico de uma doença. Começa em conhecer o próprio risco e não permitir que fatores controláveis permaneçam anos sem acompanhamento”, conclui.

Sobre o Hospital Cardiológico Costantini

Fundado pelo médico cardiologista Dr. Costantino Costantini, há 28 anos, o Hospital Costantini é referência em atendimento cardiológico de alta complexidade, com destaque para a excelência em cardiologia. Localizado em Curitiba (PR), o hospital alia tradição, inovação e atendimento humanizado, sendo reconhecido por sua estrutura moderna, equipe especializada e compromisso com a vida. Ao longo de sua história, consolidou-se como centro de referência em diagnósticos e tratamentos de urgência, com tecnologia de ponta e foco na qualidade assistencial.

Mais informações podem ser obtidas em: https://hospitalcostantini.com.br, ou pelo telefone: (41) 3013-9000

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