Especialista afirma que grandes eventos funcionam como um teste de maturidade empresarial e mostram quais negócios possuem crescimento sustentável
A cada quatro anos, a Copa do Mundo movimenta bilhões de dólares, mobiliza consumidores e altera a rotina de empresas dos mais diversos setores. Para muitos negócios, o evento representa uma oportunidade de impulsionar vendas e conquistar novos clientes. Mas, a forma como uma empresa reage à Copa pode revelar algo muito mais importante: seu grau de maturidade de gestão.
A edição de 2026 deve gerar cerca de US$ 9 bilhões em receitas para a FIFA, segundo projeções da S&P Global Market Intelligence. O dado chama atenção por um motivo simples: a entidade não depende do resultado de nenhum jogo para faturar. Sua receita é sustentada por um ecossistema estruturado de patrocínios, licenciamento, direitos de mídia, experiências e relacionamento com marcas.
Para Dema Oliveira, especialista em expansão de negócios e fundador da Goshen Land, essa lógica oferece uma importante lição para empresários brasileiros.
“Muitas empresas enxergam a Copa apenas como uma oportunidade de venda de curto prazo. As organizações mais maduras utilizam momentos como esse para fortalecer relacionamento, ampliar visibilidade e gerar demanda futura. O crescimento sustentável acontece quando a empresa constrói sistemas que funcionam independentemente do calendário”, afirma.
Segundo o especialista, grandes eventos costumam funcionar como uma espécie de radiografia do mercado. De um lado, estão empresas que dependem de datas específicas para atingir metas. De outro, negócios que utilizam esses períodos apenas como aceleradores de uma estratégia que já existe.
“O problema não é aproveitar a Copa. O problema é depender dela. Empresas que precisam de um evento específico para performar normalmente apresentam falhas em geração contínua de demanda, posicionamento de marca ou relacionamento com clientes”, explica.
A análise vale para diferentes segmentos. No setor de serviços, a Copa pode servir como ferramenta de networking, relacionamento e aproximação comercial. Já no varejo, as empresas mais bem-sucedidas costumam transformar produtos em experiências e campanhas capazes de gerar engajamento além da compra imediata. Na indústria, o período pode ser utilizado para ações com distribuidores, programas de incentivo e fortalecimento dos canais de venda.
Para Oliveira, a principal diferença está no objetivo estratégico adotado pelas empresas. “Os negócios menos preparados focam exclusivamente na venda da semana. Os mais estruturados aproveitam a atenção gerada pelo evento para construir audiência, fortalecer a marca e criar relacionamentos que continuarão gerando resultado depois do apito final”, diz.
O verdadeiro aprendizado da Copa está na capacidade de transformar um evento temporário em um ativo permanente. “A pergunta mais importante não é o que sua empresa vai fazer durante a Copa. É se ela continuaria crescendo no mesmo ritmo sem ela. Essa resposta diz muito sobre o estágio de maturidade do negócio.”
Sobre Goshen Land:
A Goshen Land conduz empresários e lideranças na expansão de negócios. Fundada por Dema Oliveira, executivo com trajetória em empresas como Samsung e TIM, a empresa já apoiou mais de 600 organizações em seus processos de crescimento somente em 2025, gerando R$ 2 bilhão em receitas entre os negócios atendidos. Com metodologia própria baseada nas “7 Inteligências da Expansão”, desenvolve estratégias para tornar empresas mais competitivas, resilientes e preparadas para crescer em cenários de transformação econômica. Entre as organizações envolvidas estão Unilever, Claro, TIM, Caixa Econômica Federal e Bradesco.





