Para especialista, movimento reflete uma estratégia de longo prazo de famílias e empresários em busca de estabilidade e valorização patrimonial
O interesse dos brasileiros pelo mercado imobiliário dos Estados Unidos se encontra em um momento de expansão. O movimento acompanha o crescimento da comunidade brasileira nos Estados Unidos, que já reúne cerca de 2 milhões de pessoas, segundo estimativas do Itamaraty. Estados como Flórida e Massachusetts, que concentram algumas das maiores populações brasileiras no exterior, vêm registrando aumento do interesse por imóveis tanto para moradia quanto para investimento, especialmente em regiões com maior estabilidade econômica e potencial de valorização.
Nos últimos anos, cidades americanas passaram a atrair não apenas brasileiros em busca de moradia, mas também empresários, investidores e personalidades públicas interessadas em preservar patrimônio em uma economia considerada mais previsível. Nomes como Anitta, Gusttavo Lima e Bruna Marquezine estão entre os brasileiros que já investiram em imóveis nos Estados Unidos. A combinação entre segurança jurídica, transparência regulatória e um mercado imobiliário consolidado tem ampliado o interesse por ativos imobiliários no país.
Segundo André Peniche, advogado tributarista e especialista em investimentos internacionais, esse movimento está diretamente ligado à busca por proteção patrimonial e diversificação geográfica dos investimentos. “Os Estados Unidos oferecem um ambiente muito sólido para quem deseja investir, morar, gerar renda em dólar ou simplesmente proteger parte do patrimônio em uma economia mais estável. Além disso, muitos brasileiros passaram a enxergar o imóvel não apenas como uma casa de férias, mas como uma estratégia patrimonial de longo prazo”, afirma.
O especialista destaca que um dos principais diferenciais do mercado americano está na previsibilidade das regras e na segurança das operações. O processo de compra costuma contar com mecanismos de proteção, registros públicos estruturados e maior transparência para compradores e investidores.
Para as famílias, fatores como qualidade de vida, infraestrutura urbana e acesso a serviços também influenciam a decisão. Já para os investidores, a possibilidade de receber renda em dólar e diversificar parte do patrimônio fora do Brasil aparece entre os principais atrativos.
Peniche avalia que o crescimento da procura não deve ser interpretado como uma fuga do mercado brasileiro, mas como uma estratégia de equilíbrio patrimonial. “Quando o brasileiro compra um imóvel nos Estados Unidos, ele não está necessariamente abandonando o Brasil. Na maioria dos casos, está diversificando. Está colocando parte do patrimônio em uma economia forte, em moeda forte e em um sistema jurídico mais previsível. Isso é uma decisão estratégica, especialmente para famílias e empresários que pensam no longo prazo”, explica.
O especialista alerta, porém, que a aquisição de imóveis no exterior exige planejamento. Questões relacionadas à tributação, estrutura societária, custos de manutenção, sucessão patrimonial e gestão do ativo devem ser analisadas antes da compra. “Um imóvel mal comprado, em uma região inadequada ou sem planejamento, pode gerar problemas mesmo em um mercado excelente. A grande vantagem dos Estados Unidos é que, quando existe organização e orientação adequada, o investidor encontra um ambiente muito favorável para proteger e rentabilizar o patrimônio”, conclui.
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Sobre André Peniche
André Peniche, com mais de 20 anos de experiência no mercado, é sócio-fundador da Murta Peniche Sociedade de Advogados, liderando as áreas de planejamento tributário e investimentos. Com passagens por grandes instituições financeiras e empresas, André se destaca pela sua expertise em otimização fiscal e pela atuação no mercado global, com foco em investimentos internacionais e expansão de negócios. Além disso, é Introducing Broker e Money Manager para o Swissquote Bank, oferecendo soluções inovadoras no setor financeiro.





