A partir de sua vivência com a dor miofascial, Léa Tande compartilha práticas de autocuidado e reconstrução emocional inspiradas na Psicologia Positiva e na Ciência da Felicidade
A dor costuma ser vista como algo que precisa desaparecer rapidamente. Seja física ou emocional, ela altera planos, atravessa relações e transforma a forma como cada pessoa se percebe no cotidiano. Mas, depois de um tempo, lutar o tempo inteiro contra o sofrimento pode gerar ainda mais desgaste. Nesse cenário, surge uma nova possibilidade: escutar o que o corpo e as emoções tentam comunicar.

Divulgação/Hanoi Editora
No livro A dor crônica que me transformou (Hanoi Editora), a escritora Léa Tande parte da própria experiência com a dor miofascial para falar sobre adaptação, autocuidado e reconstrução da vida sem abrir mão da autonomia, dos projetos pessoais e da busca por bem-estar.
Entre relatos, exercícios práticos e reflexões, a autora propõe caminhos simples e possíveis para cultivar mais presença, consciência emocional e significado mesmo em períodos difíceis. Embora o livro tenha origem na experiência da dor crônica, suas reflexões dialogam com diferentes formas de sobrecarga emocional, ansiedade e exaustão presentes na vida contemporânea.

Divulgação/Arquivo Pessoal
Veja cinco práticas propostas pela autora para cultivar bem-estar em meio aos desafios do cotidiano:
- Escrita emocional
Criar um “diário da dor” ou um “caderno do leitor” pode ajudar a organizar emoções, pensamentos e sensações sem julgamentos. Ao escrever sobre os próprios sentimentos, torna-se mais fácil identificar padrões emocionais, compreender reações do corpo e transformar a escrita em um espaço de acolhimento e consciência.
- Arte com papel
Colagens, dobraduras e atividades artesanais funcionam como exercícios de presença. Produzir flores de papel, por exemplo, permite desacelerar a mente enquanto as mãos criam. O contato com os materiais se transforma em uma forma delicada de expressão emocional, especialmente para sentimentos difíceis de colocar em palavras.
- Prática da gratidão
No “Caderno da Gratidão”, a proposta é registrar diariamente pequenos acontecimentos significativos: um gesto de carinho, um momento de silêncio, uma conversa acolhedora ou algo simples que trouxe leveza ao dia. Aos poucos, o olhar deixa de se fixar apenas no desgaste e passa a reconhecer também aquilo que sustenta emocionalmente a rotina.
- Criação de pequenos rituais
Preparar um chá com atenção, ouvir música de olhos fechados, fazer uma oração, contemplar o silêncio ou reservar alguns minutos para respirar conscientemente são formas de desacelerar e reorganizar o ritmo interno. Pequenos rituais ajudam a criar sensação de presença e segurança emocional em meio à correria diária.
- Respirar e escutar o corpo
A respiração consciente e a escuta do corpo ajudam a reduzir o estado de tensão e trazem a atenção de volta ao momento presente. Perguntar a si mesmo “do que eu preciso agora?” pode fortalecer a percepção dos próprios limites físicos e emocionais, favorecendo escolhas mais gentis e sustentáveis no cotidiano.






